5 grupos extremistas que mais perseguem cristãos no mundo

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Quando Jesus Cristo esteve na terra, nos tempos bíblicos, alertou que seus seguidores seriam perseguidos por causa de seu nome. Ao longo da história, cristãos foram perseguidos por diversos grupos hostis como os romanos, persas, godos e governos comunistas.

Segundo a Missão Portas Abertas, atualmente, grande parte dos ataques contra os cristãos na Ásia, África, Europa e Oriente Médio são cometidos por grupos radicais islâmicos. Eles enxergam a cultura ocidental como uma ameaça aos valores muçulmanos e consideram os não islâmicos como infiéis, travando uma guerra santa (a jihad) contra eles.

Os extremistas acreditam que eliminar os “infiéis” trará recompensas e prazeres celestiais, como possuir um palácio de pérolas, desfrutar de várias virgens, e comer dos melhores manjares divinos.

Esta fé fundamentalista é o motivo dos extremistas sequestrarem, torturarem e matarem os cristãos que se mantêm fiéis a Cristo. Conheça os cinco grupos islâmicos radicais que mais perseguem os seguidores de Cristo no mundo.

Al-Qaeda

A rede terrorista islâmica Al-Qaeda (“A Base”, em árabe) ficou conhecida mundialmente depois do seu atentado contra as Torres Gêmeas e outros ataques, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001. Osama bin Laden fundou o grupo no final dos anos 1970, como resposta à invasão da União Soviética ao Afeganistão. Nessa época, os EUA enviavam armamento para os soldados afegãos a fim de auxiliar no combate aos soviéticos.

Porém, durante a Guerra do Golfo, as tropas americanas ocuparam a península arábica e a Al-Qaeda contra-atacou, declarando o antigo aliado como seu inimigo número um. Como o cristianismo é considerado uma religião norte-americana, os cristãos são alvos de ataques violentos da Al-Qaeda.

A rede extremista tem ligações com outros grupos como Estado Islâmico, no Iraque e Síria, e Boko Haram, da Nigéria. A Al-Qaeda já foi responsável por diversos ataques em países como Somália, EUA, Arábia Saudita, Quênia, Iêmen e França.

Boko Haram


Cristão nos escombros de uma vila destruída por militantes do Boko Haram, na Nigéria. (Foto: Missão Portas Abertas).

Desde 2009, o grupo islâmico africano Boko Haram tem realizado ataques na Nigéria, Chade, Niger e Camarões, ocupando a 4ª posição da lista de grupos militantes mais mortais do Índice de Terrorismo Global em 2019. Apenas nos últimos cinco anos, o Boko Haram já matou mais de 15 mil pessoas. 

Para o grupo, muçulmanos são proibidos de participar em qualquer atividade política ou social associada ao ocidente. Eles não podem votar, vestir as mesmas roupas e receber a mesma educação dos ocidentais, considerados por eles como infiéis a Alá. 

O nome Boko Haram, que significa “A Educação do Ocidente é Proibida”, foi dado pelos habitantes da Maiduguri, capital do estado de Borno, na Nigéria. O nome original do grupo africano é Jamaatu Ahlis Sunna Liddaawati wal-Jihad, que em árabe significa “Pessoas Comprometidas em Propagar os Ensinamentos do Profeta e a Jihad”.

De acordo com a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, o Boko Haram possui 9 mil soldados e células especializadas em bombardeios. O grupo move grande quantidade de dinheiros e armas através de ataques a bancos e bases militares e tornou-se uma opção atrativa para os jovens locais sem perspectiva de um futuro promissor.

Estado Islâmico


Líder cristão confere as consequências dos ataques do Estado islâmico no Iraque. (Foto: Missão Portas Abertas).

O Estado Islâmico ficou conhecido a partir de 2014, quando invadiu territórios da Síria e Iraque e por gravar e divulgar a brutalidade em sequestros e decapitações. O grupo ocupa a 2ª posição na lista de grupos extremistas mais mortais do Índice de Terrorismo Global em 2019.

O grupo terrorista surgiu em 2006 no Iraque, dentro da Al-Qaeda. Mas em 2013, se uniu com os rebeldes que lutavam contra o presidente sírio Bashar al-Assad e tornou-se o “Estado Islâmico do Iraque e do Levante” (ISIS, da sigla em inglês). Em fevereiro de 2015, estimava-se que existiam entre 20 e 32 mil soldados do ISIS. Apesar do grupo ter tido uma baixa de 10 mil radicais, mais 28 mil muçulmanos já foram recrutados.

O Estado Islâmico ordena que todos os muçulmanos do mundo jurem fidealidade ao seu líder Ibrahim Awad Ibrahim al-Badri al-Samarrai, e que passem a morar nos territórios controlados por ele. Os radicais do ISIS acreditam que ao combater a força de coalizão liderada pelos Estados Unidos estão pronunciando os conflitos dos finais dos tempos descritos nos escritos islâmicos.

Al-Shabaab


O grupo Al-Shabaab atacou uma base da polícia e matou 52 pessoas no Quênia. (Foto: Missão Portas Abertas).

O Al-Shabaab é um grupo militante islâmico que prega a implantação da sharia (conjunto de leis islâmicas) na Somália e que surgiu como a ala radical jovem do extinto Conselho Supremo das Cortes Islâmicas do país. 

Os radicais controlam as regiões rurais que dominam com punho de ferro, punindo com apedrejamento as mulheres acusadas de adultério, amputação das mãos dos ladrões e morte aos muçulmanos que decidem seguir a Jesus.

O Al-Shabaab é aliado à Al-Qaeda e ao Boko Haram, e recebe ajuda de jihadistas de outras nações vizinhas, dos EUA e da Europa. Estima-se que o número de radicais islâmicos esteja entre 7 e 9 mil homens, que ampliaram sua atuação a países fronteiriços como Uganda e Quênia.

Pastores fulani


Os pastores de cabra fulani atacam vilas cristãs inteiras, onde matam os aldeões, incendeiam casas e roubam alimentos. (Foto: Missão Portas Abertas).

Os pastores de cabras fulani são radicais islâmicos que atuam há décadas na Nigéria, em confronto com vilas cristãs. Os conflitos por terras com agricultores, fazem milhares de vítimas, incluindo mulheres e crianças. Os ataques geralmente acontecem à noite e são fatais, os que conseguem fugir se tornam deslocados. 

De acordo com o relatório “Nigéria: Abordando a violência contra comunidades cristãs”, em 2018, os conflitos promovidos pelos fulanis foram seis vezes mais mortais do que os realizados pelo Boko Haram. 

Segundo o Portas Abertas, por causa do forte armamento e informações militares, acredita-se que os radicais fulanis sejam patrocinados por autoridades do governo da Nigéria. Muitos pastores andam armados para proteger seus rebanhos e são associados a estupros, roubos e violência comunitária. 

 



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