A Estação Mais Tempestuosa da Minha Vida

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Embora já postamos o seguinte texto dentro de um artigo maior no dia 22/05 queremos postar novamente a parte do texto em que Max fala sobre o abuso sexual que sofreu como criança. Isso por ser um texto tão especial e também por hoje ser o último dia do mês Maio Laranja.

Max termina o texto com a cena tocante de como ele achou seu caminho de volta à esperança em Cristo. Nem todos conseguem achar esse caminho ou conseguem trilhá-lo sozinhos como Max. Se você for um desses, ou apenas queira compreender e ajudar mais quem foi abusado, talvez o texto de Dennis Downing “O Som do Silêncio” pode lhe ajudar.

A estação mais tempestuosa da minha vida ocorreu quando eu tinha 12 anos. Eu tinha idade suficiente para jogar beisebol, futebol e andar de bicicleta. Eu tinha idade suficiente para me apaixonar por uma garota, possuir um frasco de colônia e memorizar a Tabela Periódica dos Elementos. Mas eu não tinha idade suficiente para processar o que aconteceu naquele ano: abuso sexual nas mãos de um homem adulto.

Ele entrou no meu mundo disfarçado de mentor. Ele fez amizade com várias famílias em nossa pequena cidade. Lembro-me dele como espirituoso, charmoso e generoso. O que eu não sabia, o que ninguém sabia, é que ele tinha olhos para meninos.

Ele nos convidava para comer hambúrgueres em sua casa. Ele nos levava para passear em sua camionete. Ele nos levava para caçar e fazer caminhadas e se oferecia para responder a todas as nossas perguntas sobre a vida, o amor e as meninas. Ele possuía revistas, do tipo que meu pai não permitia. E ele faria, e nos faria fazer, coisas que não vou repetir e não posso esquecer.

Um acampamento de fim de semana foi especialmente perverso. Ele colocou cinco de nós em uma van e dirigiu até um acampamento. Em meio às barracas e sacos de dormir, algumas garrafas de uísque. Ele bebeu durante todo o fim de semana e assim foi passando pela tenda de cada um dos meninos.

Ele nos disse para não contarmos a nossos pais, insinuando que nós éramos os culpados pelo comportamento dele. Ele estava nos impedindo de ter problemas, disse ele, ao nos fazer jurar segredo.

Que canalha.

Voltei para casa no domingo à tarde me sentindo enojado e cheio de vergonha. Eu tinha perdido o culto da ceia na igreja naquela manhã. Se alguma vez precisei tomar a ceia, foi naquele dia. Então, eu organizei minha própria ceia. Esperei até que mamãe e papai fossem para a cama e fui para a cozinha. Não encontrei nenhum biscoito, mas na geladeira encontrei umas batatas do almoço de domingo. Não consegui localizar nenhum suco, então usei leite. Coloquei as batatas em um pires e despejei o leite em um copo e celebrei a crucificação de Cristo e a redenção da minha alma.

Você pode deixar sua imaginação invocar a imagem do garoto ruivo de pijama, recém-banhado e com cara de sardas parado perto da pia da cozinha? Ele quebra a batata e bebe o leite e recebe a misericórdia de Cristo sobre sua alma frágil.

O que faltava ao sacramento na liturgia, ele compensava com ternura. Jesus me encontrou naquele momento. Eu O senti, Seu amor, Seu toque. Não me pergunte como eu sabia que Ele estava perto. Eu apenas sabia.

A cura começa com a aceitação do amor ilimitado de Jesus.

 
Se queira compreender melhor e ajudar mais quem foi abusado, veja também o texto de Dennis Downing “O Som do Silêncio”.

Conecte-se e utilize sua rede de contatos para divulgar a iniciativa conta o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes! Veja mais no site Maio Laranja e no Instagram.

Max Lucado

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