A evangélicos, Bolsonaro diz que seu futuro é “estar preso, ser morto ou a vitória”

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Presidente Jair Bolsonaro (Foto : Carolina Antunes/PR)

Em discurso para lideranças evangélicas em Goiás, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na manhã do sábado (28) que “não existe” chance de ser preso por conta das acusações apuradas pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da covid-19 no Senado.

“Digo uma coisa aos senhores. Tenho três alternativas para o meu futuro: estar preso, ser morto ou a vitória. Pode ter certeza: a primeira alternativa, preso, não existe. Nem um homem aqui na Terra vai me amedrontar. Tenho a consciência de que estou fazendo a coisa certa. Não devo nada a ninguém. E ninguém deve nada a mim também”, disse Bolsonaro, sendo aplaudido pelo público.

Bolsonaro participou do 1° Encontro Fraternal de Líderes Evangélicos da Conemad-GO (Convenção Nacional das Assembleias de Deus do Ministério de Madureira) em Goiânia.

Aos pastores, pediu engajamento nos atos a seu favor em 7 de setembro, fez ataques à urna eletrônica e afirmou que não aceitará punições por conta de sua atuação em relação à pandemia de covid-19.

Ele ainda fez diversas referências à CPI da Covid. O presidente procurou demonstrar tranquilidade em relação às investigações no Senado.

“Nas palavras de alguns poucos vou ser enquadrado em charlatanismo e curandeirismo por causa da hidroxicloroquina”, desafiou.

Urnas eletrônicas

Bolsonaro voltou a repetir a tese de que as urnas eletrônicas são passíveis de fraude —embora ele próprio tenha dito à Justiça que não tem provas disso. Segundo ele, as alegações de que estaria tentando dar um autogolpe não fazem sentido.

“Comprovei a fraude do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] com documentos do próprio TSE. Por que não querem mais transparência? Alguns me acusam de querer dar um golpe. Eu já sou presidente, por que vou querer dar um golpe?”, argumentou.

Apesar das alegações repetidamente feitas por Bolsonaro, nunca houve registro de fraude eleitoral no Brasil desde que a urna eletrônica passou a ser usada. Uma fraude no voto eletrônico é improvável porque dependeria de uma combinação de violações de segurança que dificilmente aconteceria. E o resultado das eleições pode, sim, passar por auditoria.

Bolsonaro também voltou a defender o uso da hidroxicloroquina como remédio para o tratamento da covid-19, dizendo que a droga o curou “no dia seguinte” ao início do tratamento quando ele teve a doença. Contudo, não há qualquer substância que tenha eficácia comprovada para prevenção ou tratamento precoce da covid-19.

Estudos sobre a cloroquina e a hidroxicloroquina já constataram que os medicamentos não reduzem a mortalidade, as internações ou mesmo a infecção pela covid-19. Além disso, apontam que a hidroxicloroquina “provavelmente aumenta o risco de efeitos adversos”.

Fonte: UOL




Folha Gospel

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