A Primeira Purificação do Templo de Jerusalém

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Texto: João 2.12-25

Introdução
– Este texto fala sobre a primeira purificação do templo. Tudo indica que ocorreram duas purificações do templo durante o ministério de Jesus: uma na primeira Páscoa de Seu ministério e outra na última Páscoa, dias antes dEle ser crucificado.
– A Páscoa era uma das três grandes festas do calendário anual dos judeus e celebrava a libertação dos filhos de Israel do cativeiro no Egito.
– Como um judeu fiel, Jesus seguiu para Jerusalém (v. 13).
– Portanto, com este contexto e neste texto, temos alguns ensinamentos importantes.

I.) Conheça bem as Escrituras para não ser levado por falsas interpretações – v. 12
– No segundo século surgiu a ideia da virgindade perpétua de Maria.
– Para justificá-la Epifânio disse os irmãos de Jesus eram filhos de um casamento anterior de José.
– Jerônimo declarou serem eles primos de Jesus.
– Mas Helvídio, no quarto século, afirmava que eram filhos de Maria e José e portanto irmãos de sangue de Jesus. Esse é o significado mais evidente da palavra ‘irmãos’
– Ver Mt 13.55; Mc 6.3 onde inclusive os nomes dos irmãos de Jesus são citados.

II.) Não permita que nada mude a verdadeira natureza da adoração no templo do Senhor – v. 13-16 a
– Elucidar os versículos mostrando a severidade de Jesus: fez um chicote, expulsou, derramou, virou e falou.
– Na nova aliança nós somos os templos do Espírito Santo – ver 1 Co 6.19
– Portanto, devemos permitir que Jesus nos purifique como templo do Espírito Santo que somos.
– O mesmo zelo que Jesus demonstrou na purificação do templo (v. 17) devemos demonstrar em buscar a purificação e a santificação de nosso corpo e de nossas vidas.
– Alguma coisa tem mudado a verdadeira natureza da adoração do templo do Senhor que somos nós? O que exatamente precisa ser purificado e mudado?
– O templo deve ser purificado e restaurado à sua condição e propósitos originais.

III.) Aprenda a valorizar igrejas e pastores que fazem a obra do Senhor com zelo, e não como uma oportunidade de negócio – v. 16b, 17
– “O zelo da tua casa me consumirá” é uma citação do Salmo 69.9
– Muitos pastores e igrejas têm feito a obra do Senhor sem zelo, de forma relaxada.
– Alguns dão um passo adiante e buscam fazer da obra de Deus uma oportunidade para negócio, mercadejando a Palavra de Deus e comercializando o evangelho.
– Pregam o que as pessoas querem ouvir assim como os negociantes oferecem aos clientes os produtos que estes querem adquirir.
– Usam a máxima: “Pequenas igrejas, grandes negócios”.
– Existem anúncios passando o ponto de igrejas com equipamentos, cadeiras e até mesmo membros, como se fosse um negócio qualquer!
– O apóstolo Paulo escreveu: “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2 Co 2.17).

IV.) Inspire-se no singular relacionamento que havia entre Jesus e Seu Pai – v. 16b
– A declaração de Jesus, “a casa de meu Pai” mostra sua singular conscientização do relacionamento que havia entre Ele e Deus.
– Como anda o nosso relacionamento com o nosso Pai, que é Deus?

V.) Jamais questione a autoridade de Jesus em relação aos Seus feitos – v. 18
– Os líderes judeus pediram a Jesus um sinal que indicasse Sua autoridade para o que tinha feito.
– Esse era um costume dos judeus – ver 1 Co 1.22
– Não devemos seguir o exemplo dos judeus, mas confiar na autoridade do Filho de Deus.

VI.) Aprenda a discernir o significado espiritual por trás das declarações de Jesus – v. 19-22
– Essa declaração segue um modelo encontrado várias vezes nos ensinos de Jesus em João.
– Ex. diálogos com Nicodemus (Jo 3), com a mulher samaritana (Jo 4), com a multidão (Jo 6).
– Todas as palavras, parábolas, milagres e atos de Jesus trazem um significado espiritual que temos que aprender a discernir.
– Isso contribuirá para aprofundar a sua fé nas Escrituras e nas Palavras de Jesus – ver v. 22

– Outro significado espiritual aqui: “Jesus viria a ser (como de fato veio a ser) o verdadeiro templo, o verdadeiro objeto e centro de adoração dos homens em lugar do velho templo com os seus sacrifícios. A velha ordem de adoração seria substituída por uma nova ordem, e os velhos sacrifícios e ofertas seriam abolidos mediante o que Jesus realizou na cruz e mediante a Sua ressurreição” (Frank Pack).

VII.) Avance em direção a uma fé mais firme e amadurecida – v. 23,24
– Jesus operou vários milagres em Jerusalém que não foram registrados por João – ver Jo 4.45
– A fé daquelas pessoas, ao que parece, não era ainda firme e amadurecida, pois ainda se apoiava em sinais e precisava crescer. As pessoas poderiam ter-se mostrado muito entusiasmadas por causa dos sinais, mas Jesus não estava disposto a confiar nessa espécie de animação.
– Que tipo de fé é a sua? Ainda é muito dependente de sinais? Ou já cresceu, e, portanto é firme e amadurecida? Essa fé amadurecida é o tipo de fé que Jesus quer que tenhamos.

VIII.) Aprenda, como Jesus, a discernir a natureza humana – v. 25
– Jesus os conhecia tão bem que não precisava que ninguém lhe falasse sobre o homem, suas limitações, seu egoísmo, e sua falta de visão.
– Há pessoas muito simples (no sentido de ingênuas, tolas), muito insensatas, que dão crédito a tudo e a todos. Não aprenderam a ter um senso crítico e um discernimento da natureza humana; falta-lhes sabedoria.
– Que como Jesus possamos aprender a ser sábios e perspicazes o suficiente para discernir as profundezas do coração humano.

Pr Ronaldo Guedes Beserra, com auxílio dos comentários de Frank Pack – SP, 04 e 05.10.2019.

Visite o site do Pr Ronaldo em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

Fonte: Cristianismo Total

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