“A voz cristã foi marginalizada”, diz pregador de rua que foi preso na pandemia

Um pregador de rua cristão iniciou uma audiência de dois dias na terça-feira passada (24), apelando de uma multa por violar restrições da Covid-19. O caso aconteceu no domingo de Páscoa de 2020, quando ele foi preso pela polícia de Londres por pregar ao ar livre.

Andrew Sathiyavan, de 47 anos, está apelando da decisão do Tribunal Isleworth Crown, que aumentou a multa de £ 100 para £ 500 e argumentou que o pregador deveria ter feito sua ministração de forma online.

Sathiyavan é voluntário em tempo integral no Ministério Gospel Light e prega em todo o Reino Unido. Seu trabalho envolve pregação, apoio aos sem-teto e pessoas que sofrem de dependência de drogas e álcool.

Em entrevista ao site Premier Christian News, ele diz que sentiu que o juiz não entendeu de fato o que ele faz.

“Fiquei pensando comigo mesmo, como você consegue alcançar os sem-teto online? Como você consegue chegar a um viciado em drogas ou pessoas na rua que estão realmente quebradas, se eles não têm nem celular para acessar a internet? Então fico pensando comigo mesmo, o juiz na minha primeira audiência nem ouviu minha história”, disse.

A organização Christian Concern, que fornece apoio jurídico a Sathiyavan, disse que o caso destaca “sérias inconsistências na abordagem da polícia”, já que os regulamentos não foram aplicados com tanta rigidez a membros do governo e manifestantes.

Sathiyavan acredita que este é um exemplo da marginalização dos cristãos no Reino Unido.

“Como um todo, posso ver que a voz cristã foi marginalizada”, opina. “Me lembro claramente, em 2019, quando nosso primeiro-ministro, Boris Johnson, chegou ao poder, ele disse especificamente: ‘Um dos meus lemas é defender os direitos cristãos e estar junto com a liberdade cristã’. Então, apenas cinco meses depois sob sua vigilância, como um pregador cristão, estou sendo preso.”

Interrompido por policiais

Imagens de vídeo mostram que, a princípio, um policial disse a Sathiyavan que eles haviam sido acionados porque seu microfone estava causando um distúrbio — não por violar os regulamentos da Covid-19.

 

Sathiyavan perguntou a um policial se ele estava infringindo a lei ao pregar o Evangelho. Ele então respondeu: “Não estamos dizendo que você está infringindo a lei, mas está causando um comportamento antissocial.”

Um terceiro policial, PC Routledge, disse a Sathiyavan que ele estava “violando as leis da Covid” porque estava ali “sem um propósito”. 

“De acordo com as leis da Covid, você pode ficar do lado de fora se estiver indo ao mercado, se exercitando ou indo trabalhar. Você não está fazendo nenhum dos dois; você está pregando e isso é inaceitável”, disse o oficial.

Sathiyavan acredita que os policiais que o prenderam e o levaram sob custódia deveriam tê-lo visto como um trabalhador-chave.

“Tudo estava fechado, sem lojas, sem lugares públicos para onde as pessoas pudessem ir. Até as igrejas foram fechadas. Então as pessoas estavam ficando cada vez mais estressadas e se envolvendo mais com álcool, drogas”, disse o pregador. “Elas queriam que alguém viesse e ficasse ao lado delas, falasse com elas. Então eu sinto que era muito importante estar lá. E eu considero isso tão importante quanto um médico ou uma enfermeira.”

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