Amazon censura livro com testemunho de libertação da homossexualidade

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A Amazon, que já se orgulhou de oferecer uma “diversidade de ideias” nos livros que publica e/ou revende, vem imposto censura a livros cristãos que tratam sobre a homossexualidade, incluindo um título com um testemunho pessoal escrito Anne Paulk sobre sua jornada de abandono do lesbianismo.

“Estes são tempos perigosos para a liberdade de expressão e expressão religiosa na América”, diz Paulk. “Mas a Restored Hope Network continua comprometida em falar a verdade em amor à cultura sobre o projeto de Deus para a sexualidade. Entre muitos nesta geração atual, não há mais espaço para uma diversidade de sistemas de crenças”, acrescentou a autora, fazendo menção a uma rede de apoio a pessoas que abandonaram a homossexualidade.

O gesto da Amazon para silenciar aqueles que oferecem esperança às pessoas que querem deixar a homossexualidade faz parte de um movimento mais amplo em tecnologia nos últimos meses para censurar e “cancelar” o cristianismo que permanece fiel à Bíblia.

O Vale do Silício, que em geral adota os valores progressistas da cidade vizinha São Francisco, é o lar das empresas “big techs”, que se tornaram a locomotiva de propaganda que promoveu a eleição de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos e que censura o conservadorismo e, principalmente, valores cristãos.

A autora Anne Paulk decidiu compartilhar sua experiência de enfrentamento do furor progressista. Seu marido, John, casou-se com ela depois de ter vivido por anos como um ex-gay, mas apostatou da fé cristã e abandonou a esposa e os três filhos do casal depois de ceder à tentação. Na grande mídia, ele foi retratado como um herói.

“Meu marido [começou] a tropeçar em vez de lutar bem com sua luta contra o pecado. Ele encobriu [seu pecado] e se escondeu. Então, naquele ponto, tornaram-se várias situações como essa. Já havíamos nos mudado de volta para Portland, Oregon, onde temos família, e ele acabou não se arrependendo mais. Nosso casamento acabou em 2013, o que tem sido um ponto de tristeza. É claro que nunca imaginei o divórcio como uma possibilidade. Portanto, é um processo difícil de passar pelo luto”, desabafou a escritora, conforme informações do portal God Reports.

Resistência à censura

“Nossa missão é restaurar a esperança para aqueles quebrados pelo pecado sexual e relacional, particularmente aqueles afetados pela homossexualidade”, diz Anne Paulk. “Fazemos isso por meio da fé cristã – o poder transformador e o incrível amor de Jesus Cristo. Não se trata de vergonha, coerção ou qualquer outra coisa. É sobre alegria, paz e resolução de coisas que têm perturbado as pessoas”, afirmou.

“Meu livro intitulado Restoring Sexual Identity (“restaurando a identidade sexual”, em tradução livre) foi desenvolvido para ajudar mulheres que lutam contra a atração indesejada pelo mesmo sexo e querem deixar a homossexualidade. Quando eu o escrevi há vários anos, tomei cuidado excepcional com o tom para ser compreensivo e compassivo”, explicou a autora, descrevendo a situação de homossexuais egodistônicos.

Em 2012, quando a organização Exodus International – dedicada a atender homossexuais que procuravam por ajuda – deixou de existir, Anne Paulk juntou forças com outras pessoas interessadas em manter o trabalho e fundou a Restored Hope Network, reunindo vários líderes que integravam a entidade que havia encerrado as atividades.

A Restored Hope agora compreende cerca de 60 afiliados em todos os Estados Unidos, que variam amplamente de “grupos pequenos a grupos bem grandes” e ministram a milhares de pessoas a cada ano. Mais de quatro mil adolescentes passaram por um programa online, revelou a escritora.

“Temos dois retiros presenciais. Portanto, a fiscalização é muito forte. Estamos muito ligados aos ministérios locais. Na verdade, são eles que colocam o nome do conselho de administração. O conselho de administração tem autoridade para remover o executivo – sou eu – do cargo. Não queremos fazer, no mínimo, o que [Exodus] deu errado, que foi pouca ou nenhuma supervisão da diretoria”, disse, explicando a atuação da entidade.

“Eu me identifiquei como lésbica na época da faculdade. Eu tinha lutado por anos. Fui molestada várias vezes quando tinha 4 anos de idade por um adolescente. O que fiz como resultado disso foi rejeitar o risco [inerente] de ser mulher. Essa foi apenas minha história. Não é a história de todo mundo, mas é muito comum que pessoas que acabam lidando com a homossexualidade tenham sido molestadas. Então, na minha adolescência, eu lutei contra a homossexualidade dos 12 aos 19 anos, quando abracei isso”, relembrou, contextualizando o motivo de focar parte do trabalho nos adolescentes.

Perseverança

Sobre a postura da Amazon, a autora fala que há um clima de censura não declarada por parte dos defensores do modo de vida progressista: “A pressão é muito intensa. O cristianismo ortodoxo histórico sustenta uma visão de que o sexo é para um homem e uma mulher. Todo o resto é considerado fora da intenção de Deus. Ou seja, é pecado, está errando o alvo. Isso é profundamente ofensivo para a cultura não cristã de hoje”, avaliou.

A Amazon, como empresa privada, não responde a ninguém. O fato de produtos serem apresentados ou retirados de sua plataforma depende completamente de critérios arbitrários internos, que podem ser decididos por funcionários ou programas de inteligência artificial. No entanto, há grupos que planejam ir à Justiça para tentar forçar a empresa a não violar os direitos dos usuários da internet, que é um serviço de utilidade pública.

No caso específico de Anne Paulk, aparentemente o livro foi removido da Amazon após reclamações de dois militantes LGBT do Reino Unido: “As avaliações dos leitores têm sido favoráveis no geral, embora alguns ativistas gays tenham deixado comentários maldosos. Eles parecem nunca ter lido o livro. Além disso, eles não gostaram que um ponto de vista ideológico diferente fosse apresentado”, resumiu.

A empresa, fundada em 1994 sob o bandeira da defesa das “perspectivas diversas”, aparentemente mudou de propósito. “A igreja realmente precisa se manter firme, com gentileza e respeito, ao que a Bíblia diz sobre sexualidade. Se os líderes do Corpo de Cristo fizerem isso, estaremos caminhando no centro da vontade de Deus, independentemente dos desafios que nos cercam”.



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