Arca da Aliança pode estar escondida em Jerusalém, diz pesquisador

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A localização da Arca da Aliança é um dos mistérios que mais intrigam pesquisadores e arqueólogos, além de religiosos judeus. Um novo livro de um estudioso sobre o tema explora a possibilidade de o objeto estar nos subterrâneos do Monte do Templo, em Jerusalém.

Harry Moskoff, especialista em arqueologia bíblica e escritor, acaba de publicar um livro chamado The Ark Report (“O Relatório da Arca”, em tradução livre) em que detalha sua teoria de que o objeto sagrado do judaísmo estaria sob o local onde foram erguidos os dois templos de Jerusalém.

“A Bíblia diz em Jeremias que alguns dos utensílios do Templo saíram, meio que escaparam, através desta área na destruição do Primeiro Templo”, contextualizou Moskoff, referindo-se à invasão babilônica.

O pesquisador canadense, que vive em Israel desde 2005, acredita que uma pista importante está por trás de uma rocha de 570 toneladas nos subterrâneos do Monte do Templo, que teria sido escolhida para ocultar a Arca.

Numa entrevista à emissora Christian Broadcasting Network (CBN News), ele afirmou que testes feitos pela Universidade de Nebraska (EUA), por meio de ondas eletromagnéticas, detectaram um “espaço de armazenamento” do outro lado da pedra.

“Na verdade, havia um propósito para colocar esta pedra gigante, esta laje maciça aqui. Um dos motivos, em minha opinião, é proteger o que está do outro lado. E de acordo com minha teoria de onde a Arca foi realmente enterrada pelo Rei Josias — acho que foi 568 a.C. — estaria atrás dessas rochas, dessas pedras maciças”, acrescentou o pesquisador.

Túneis sob o Monte do Templo são uma das principais fontes de pesquisa e descobertas arqueológicas sobre o passado de Israel. Existem dezenas deles, assim como câmaras subterrâneas, que há séculos vêm sendo exploradas de maneira cautelosa e gradual, devido à instabilidade política da região.

Para Moskoff, os esforços em busca da Arca da Aliança desde que a rainha Vitória, do Reino Unido, enviou o general Charles Warren em 1867 para pesquisar a região, têm sido equivocados: “O que eles realmente deveriam estar procurando é um quarto. Eles poderiam estar bem em frente à parede e do outro lado da parede estaria a Arca”.

Cofre da Arca da Aliança

Outra teoria do pesquisador canadense é que o Santo dos Santos original, erguido durante o reinado de Salomão, teria uma câmara secreta em seu subsolo, uma espécie de cofre para a Arca da Aliança.

“No projeto do Primeiro Templo, uma câmara deveria ser construída da mesma forma que o Santo dos Santos, exatamente no mesmo nível de santidade que o que estava acima dela. Foi montada desde o início para abrigar a Arca, com piso dourado e tudo”, explicou.

Moskoff acredita que é uma questão de tempo para que o artefato seja localizado: “O tempo é incrivelmente importante, incrivelmente significativo. Obviamente, é um tipo de descoberta bíblica inovadora e revolucionária. Minha opinião é que, quando acontecer, não será de forma clandestina”, disse.

“Será uma grande ocasião e ajudará a trazer o Messias. Será algo com que todas as nações vão se alegrar muito”, especulou, acrescentando que o objeto é uma parte da História da humanidade: “É uma coisa real. Assim como há 2.700 anos, ainda existe hoje. Tem as tábuas quebradas que Moisés derrubou no Monte Sinai e as segundas tábuas. Nós veremos isso em vida novamente. É um catalisador para a vinda do Messias”, encerrou.

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