‘Até quando vamos ter que suportar esse traste?’

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Textos de mensagens trocadas entre a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) e um de seus filhos indicariam que a morte do pastor Anderson do Carmo vinha sendo planejada de forma intensa e aberta entre parte dos familiares.

Ao longo da investigação, a Polícia Civil e o Ministério Público descobriram mensagens de texto em celulares dos envolvidos que reforçam a suspeita de que Flordelis foi a mandante do crime.

Em uma das mensagens, um tom de urgência: “André, pelo amor de Deus, vamos por um fim nisso. Me ajuda. Cara, to te pedindo, te implorando. Até quando vamos ter que suportar esse traste no nosso meio? Falta pouco. Me ajuda cara. Por amor a mim”, dizia o texto.

De acordo com informações do portal G1, as tentativas de assassinato foram diversas. A Polícia e o MP acreditam que uma dessas tentativas está comprovada em uma mensagem, quando Flordelis teria combinado o valor a ser pago pela execução: “Dez mil depois do serviço feito, mas as outras pessoas do carro não podem ser atingidas. Simula um assalto, ele foi para o Rio hoje e aproveita e já espera ele na volta. Se voltar no dele, melhor ainda. Vou mandar ele enviar a foto, nós vamos saber qual o carro e qual a placa”.

Na denúncia feita pelo MP à Justiça, a deputada é acusada de prestar auxílio material e moral no assassinato de Anderson do Carmo, fornecendo inclusive dinheiro para a compra da arma, já o autor dos disparos, Flávio dos Santos Rodrigues, recebia menos de R$ 2 mil como motorista de aplicativo.

A pistola e a munição custaram cerca de R$ 10 mil e Flávio sempre alegou que a despesa teria sido dividida com seu irmão adotivo, Lucas Cezar dos Santos, também preso.

Defesa

O advogado Anderson Rollemberg, que assessora a deputada federal no caso, comentou a prisão dos filhos de Flordelis na última segunda-feira, 24 de agosto: “A defesa foi surpreendida com essas prisões preventivas das cinco filhas (sic) da deputada e da neta. Tomaremos conhecimento do que há de indícios para que essas prisões fossem feitas e para o indiciamento da deputada, já que na primeira fase da investigação, passou longe de qualquer prova que a apontasse como mandante”, afirmou.

Rollemberg acrescentou ainda que Flordelis não tinha ingerência sobre o dinheiro da família: “Ela é cantora gospel, líder religiosa e parlamentar federal. A questão dela sempre foi dar o melhor para os necessitados. Por isso tinha mais de 50 filhos. Na opinião da defesa, está havendo um grande equívoco no desfecho desta investigação”, finalizou.



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