Ativistas LGBT movem ação para que alunos de universidades cristãs não recebam benefícios

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Uma organização ativista LGBT entrou com uma ação federal, em 29 de março, contra o Departamento de Educação dos Estados Unidos, em nome de 33 alunos [de 25 universidades] que se sentiram discriminados pelas instituições que defendem crenças bíblicas sobre casamento, gênero e sexualidade. 

A ação visa a retirada de benefícios para alunos de instituições religiosas ou a renúncia à religião que sustenta as crenças dentro das instituições. Normalmente, os alunos de escolas cristãs recebem bolsas de estudo, empréstimos estudantis e qualquer forma de assistência financeira federal

As universidades cristãs estão lutando contra essa ação. A Aliança em Defesa da Liberdade (ADL), um grupo jurídico nacional que protege a liberdade religiosa no país, entrou com uma moção para intervir no processo em nome dos estudantes das Universidades Corban, em Oregon, William Jessup, na Califórnia e Seminário Phoenix, no Arizona. 

De acordo com a ADL, as demandas do processo ameaçam os direitos protegidos pelo governo federal de instituições religiosas pós-secundárias: “Este processo quer que o governo federal diga às universidades cristãs: ‘Se vocês continuarem aceitando alunos que recebem ajuda financeira federal, vocês terão que agir de forma contrária às suas próprias crenças’. Isso não é razoável nem constitucional”, disse David Cortman, conselheiro sênior da ADL e vice-presidente de litígios dos EUA.

“Nenhum tribunal deve conceder um pedido radical para reescrever a lei federal e mudar as crenças das faculdades religiosas, privando ainda seus alunos da tão necessária ajuda financeira. Por esse motivo, estamos pedindo ao tribunal que permita que nossos clientes intervenham neste processo para que eles e seus alunos possam defender suas liberdades sob a lei federal e a Constituição”, disse Cortman.

Por outro lado, os ex-estudantes universitários que estão por trás da ação alegam que o ambiente em certas faculdades é “tóxico” para alunos LGBT. Em seu primeiro dia de mandato, o presidente Biden assinou uma ordem executiva para prevenir e combater a discriminação com base na identidade de gênero ou orientação sexual.

“Ter como alvo universidades religiosas prejudica os alunos e famílias que desejam seguir seus estudos em lugares que compartilham sua fé e valores”, disse outro membro da ADL, Ryan Tucker, em um comunicado. “Essas escolas deveriam ter permissão para defender as liberdades reconhecidas por eles e por seus alunos, de acordo com a lei federal e a Primeira Emenda”, finalizou.



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