Cega é proibida de ir a parque por compartilhar o evangelho de João

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Uma cristã, cega, foi expulsa de um parque por pregar às pessoas que passavam pela área de lazer, e foi proibida de voltar ao local por dois anos. Uma entidade de defesa da liberdade religiosa está assessorando-a em seu recurso.

O caso foi registrado no estado de Rhode Island, nos Estados Unidos, que no passado foi a primeira colônia batista no país. Agora, a idosa Gail Blair, cega, foi impedida de compartilhar a fé cristã num parque próximo à sua casa.

De acordo com a emissora Fox News, Gail foi alvo de uma queixa de discriminação por parte dos funcionários da Associação de Memoriais e Bibliotecas, responsáveis pela Westerly Library e do Wilcox Park, na vila de Westerly. Eles exigiram de Gail, que à época tinha 63 anos, que parasse de falar com as pessoas sobre Jesus.

Nesses diálogos, Gail costumava oferecer uma cópia do Evangelho de João. Os membros da associação chamaram a Polícia no dia 24 de junho de 2019 alegando que ela havia se “acostumado” a parar os clientes “dando-lhes panfletos religiosos”.

Na última terça-feira, 16 de junho, Gail Blair, representada pelo First Liberty Institute e William Wray Jr., advogado do escritório Adler Pollock & Sheehan PC, reagiu à proibição, registrando uma queixa de discriminação na Comissão de Direitos Humanos de Rhode Island contra a associação de bibliotecas.

Na denúncia, a cristã – que trabalhou como enfermeira até 1991, quando perdeu a visão em decorrência de um distúrbio – diz que foi banida do parque e da biblioteca “por causa da discriminação ilegal [da Associação] contra mim com base em minha deficiência e minhas crenças religiosas”.

Um representante da associação disse que a entidade “não se envolve nem tolera nenhuma forma de discriminação”, acrescentando que não recebeu uma cópia da queixa e “não pode comentar especificamente as alegações de Gail Blair”.

“A Associação nega veementemente quaisquer alegações de discriminação ou irregularidade e espera receber uma cópia da denúncia para refutar todas as alegações feitas por Blair”, reiterou o representante.

Em julho de 2019, Gail estava atuando voluntariamente num evento da escola bíblica de sua igreja no parque público quando o Departamento de Polícia de Westerly informou que ela havia invadido. Eles a alertaram de que uma violação futura resultaria em sua prisão.

“O Departamento de Polícia procurou por todos os incidentes que envolvessem reclamações ou avisos de invasão emitidos a qualquer pessoa por distribuir informações, panfletos, solicitar, vender, oferecer, etc., e não encontrou nada além de quando a Associação chamou a polícia para me expulsar do parque”, relembrou Gail. “Minha conduta não violou as ‘Regras de Conduta’ publicadas pela Westerly Library e Wilcox Park. Também não violou nenhuma das Diretrizes do Parque”, acrescentou.

A idosa, que mora próximo ao parque, disse que “não pode acessar independentemente outro parque público ou outra biblioteca pública gratuita” na cidade, por conta de suas limitações, e negou ter importunado os clientes do parque: “Faço o que a Liga do Testamento de Bolso pede: ‘Simplesmente ofereça a eles um evangelho de João, a Palavra de Deus. Sem discussão”.

Jeremy Dys, advogado especial em litígios e comunicações da First Liberty, o maior grupo jurídico de liberdade religiosa nos EUA, classificou o incidente de “ultrajante e discriminatório” em uma nota enviada à Fox News: “Nenhuma entidade governamental deve proibir alguém – muito menos uma mulher gentil e cega – por simplesmente manter conversas sobre sua fé e dar a eles uma cópia do Evangelho de João em um parque público”, resumiu.



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