Cultos regados a cerveja enfrentam proibição de bebidas

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A estratégia de um pastor para dar maior alcance às iniciativas sociais de sua igreja, assim como fazer a mensagem da Bíblia chegar ao maior número de pessoas, envolve práticas pouco comuns, mas segundo ele, eficazes.

A Igreja Gabola, na África do Sul, realiza cultos em bares e abre congregações cujas celebrações envolvem o consumo de bebidas alcoólicas. Em especial, cerveja. Em 2017, bispo Tsietsi Makiti se tornou notícia mundo afora por conta do crescimento da igreja e da queda da criminalidade na região de Orange Farm, ao sul de Joanesburgo, a principal cidade do país.

Agora, com a pandemia do novo coronavírus, a África do Sul determinou a proibição do consumo de bebidas alcoólicas, como parte de um esforço que, segundo as autoridades, visa reduzir a busca por vagas em hospitais. Makiti conversou com uma equipe de reportagem da emissora britânica BBC sobre sua estratégia.

Há três anos, ele admitiu que a Igreja Gabola ficou conhecida na região como uma congregação que só realiza cultos regados a cerveja, servida gelada, uma após a outra, com todos os membros participando da celebração. Até os batismos são realizados com a oferta de bebidas alcoólicas. Mas, tudo isso não é uma prática gratuita, e sim, uma estratégia social, argumentou o líder da igreja.

Em 2020, com o cenário da pandemia, Makiti tornou seu discurso um pouco mais franco: “A Igreja Gabola é um pequeno pedaço do céu na Terra. Cada igreja se conecta com Deus à sua maneira, mas na Igreja Gabola, nos conectamos com Deus sob a influência do álcool”, declarou.

Gabola é a palavra da língua tswana para bebida. Makiti já dizia, há três anos, que o milagre da transformação de água em vinho é simbólico, porque as pessoas não sabiam o que fazer para tornar o casamento uma festa alegre sem a bebida, mas Jesus resolveu a situação: “Então, esta igreja também ora por suas bebidas antes de serem servidas. Com Deus em nossas tabernas, vemos o crime ser reduzido e o amor e respeito promovido”, disse à época.

“A igreja foi criada para acomodar os chamados ‘bebuns’, rejeitados em suas igrejas coloniais, para que eles se congreguem na Igreja Gabola, desfrutem da adoração e bebam o quanto quiserem, tudo ao mesmo tempo”, contou o pastor, que este ano foi preso por desrespeitar as determinações das autoridades relacionadas ao confinamento durante a pandemia.

“Hoje, nosso culto será sóbrio, porque agora não queremos problemas com a Justiça. Esse é o foco de hoje. Não estamos cometendo nenhum crime na Igreja Gabola. E odiamos cometer crimes. A bebida que temos que ingerir já está em nosso estômago. Todo mundo aqui, os bispos, arcebispos, os donos das tavernas, bebem antes de vir à igreja, purificando seus estômagos para podermos encontrar nosso Deus”, resumiu Tsietsi Makiti.



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