Depoimento de Flordelis tem bronca da juíza, choro e revelações

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A deputada federal Flordelis, que é apontada pelas investigações da Polícia Civil e do Ministério Público como mandante do assassinato do pastor Anderson do Carmo, seu marido, usou as redes sociais para se declarar a ele, nesta segunda-feira. Na postagem, em que ela diz que “sente uma dor sem fim”, ela publicou uma foto em os dois surgem abraçados. As informações são do Extra.

Na mensagem, ela conta que se lembrou do pastor durante o período de campanha nessas eleições, período que costumavam participar juntos. Flordelis se refere ao marido como “meu eterno e querido amor e amigo”.

“A dor de não ter você aqui é amarga demais, fico tentando buscar conforto nas pessoas que restaram e nas novas que surgiram agora em minha vida para me apoiar nesse momento que está sendo cada dia mais difícil”, diz ela, que acrescenta:

“Você partiu e no meu coração nasceu um vazio e uma dor sem fim, todos sentem demais a sua falta e vivem essa dor junto comigo”, complementa a deputada federal, que, após decisão da Justiça, usa tornozeleira eletrônica.

Uma das netas de Flordelis dos Santos denunciou à Polícia Civil que a avó está descumprindo uma decisão judicial que a proíbe de ter contato com investigados por suspeitas de envolvimento na morte do marido. O EXTRA teve acesso ao depoimento que Raquel dos Passos Silva, de 21 anos, prestou na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo no último dia 22. Raquel contou aos policiais que Lorrane Oliveira, que também é neta de Flordelis e está entre os investigados no terceiro inquérito sobre o caso, continua morando na casa da deputada.

A delegada Barbara Lomba, que foi responsável pela primeira fase das investigações da morte do pastor Anderson do Carmo, afirmou, durante audiência do caso nesta sexta-feira, que havia relações íntimas entre vários integrantes da casa da deputada federal Flordelis dos Santos. Ela afirmou que as relações ocorriam entre os primeiros integrantes da casa, na época em que residiam na favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio.

“Havia relações entre todos ali. Flordelis não se relacionava só com o Anderson e o Anderson não se relacionava só com ela (Flordelis) “, disse a delegada, ao descrever aspectos sobre a família que lhe chamaram atenção ao apurar o assassinato.

Bárbara foi a segunda testemunha de acusação a ser ouvida na audiência do processo no qual Flordelis é acusada de ser mandante da morte do marido. Antes dela, prestou depoimento o delegado Allan Duarte, responsável pela segunda fase das investigações.

A delegada descreveu com detalhes como se dava a relação entre integrantes da família. Bárbara afirmou ter ouvido relatos informais de Flávio dos Santos, filho biológico de Flordelis, sobre as relações dentro da casa.

“Flávio se disse revoltado com as relações que ele viu (na casa)”, disse Bárbara.

A delegada complementou ainda que as relações dentro da família de Flordelis “causavam espanto”.

“As relações eram baseadas na mentira. Estabeleceu -se uma lógica de relação familiar baseada em estratégia e fachadas tinham que ser montadas. Muitas coisas que aconteciam na casa não poderiam aparecer”, descreveu.

A delegada afirmou que Flordelis “elegeu” Anderson como seu marido, pois era o mais preparado para a função. O pastor chegou à casa de Flordelis ainda adolescente.

“Não vou dizer que não havia casamento, mas aquilo que era pregado na igreja, não era”, afirmou.

Bárbara Lomba também frisou o poder de influência da deputada dentro da família e disse que “ninguem faria o que fez sem conhecimento da Flordelis”.

O delegado Allan Duarte fez declarações no mesmo sentido das de Barbara.

“Eles (Flordelis e Anderson) se apresentavam como um casal amoroso para a sociedade, mas às escuras era totalmente diferente”, disse ele.

Flordelis chegou ao fórum por volta de 13h45, com 45 minutos de atraso. Ao entrar no plenário, a deputada e seu advogado foram repreendidos pela juíza do caso, Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói.

Logo que entrou, Flordelis sentou no banco dos réus. Em seguida, a juíza pediu que os outros acusados — sete filhos e uma neta da parlamentar, além de um policial militar e sua mulher — também entrassem no plenário. Ao ver os familiares, Flordelis começou a chorar.

No início da audiência, uma situação inusitada: a própria juíza pediu que conforme fossem sendo falados os nomes dos familiares citados na audiência, eles se apresentassem. “A gente não sabe quem é quem”, afirmou a magistrada.

Durante a audiência, Flordelis permaneceu balançando a cabeça negativamente diante dos relatos das testemunhas. Apenas em poucos momentos, ela concordava com aquilo que era falado. A deputada compareceu à sessão usando um vestido comprido colorido que esconde a tornozeleira eletrônica usada por ela desde o mês passado.

Flordelis está sendo monitorada pelo aparelho, uma vez que não pode ser presa em razão de sua imunidade parlamentar.



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