‘Deus está vendo’, diz ministro ao refutar denúncias sobre vacina Covaxin

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Uma acusação feita pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), sobre um suposto esquema de corrupção na compra de vacinas importadas da Índia, foi rebatido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que citou Efésios 6:12 para contextualizar o comportamento da oposição.

Miranda usou documentos com possíveis adulterações para acusar o Ministério da Saúde de comprar vacinas Covaxin, de um laboratório indiano, com preço superfaturado.

Horas depois, vieram a público documentos do fabricante indicando que o valor de US$ 15 por dose, acertado com o governo brasileiro, era tabelado para todos os interessados.

O governo federal agiu rápido, mostrando dados da negociação com o fabricante da vacina Covaxin e demonstrou que o valor a ser pago pela contratação de 20 milhões de doses está dentro de uma margem similar ao custo das vacinas de outros laboratórios, como Janssen, Pfizer, Sinovac e Astrazeneca.

Imprensa parcial

“Quanto mal, tentou o deputado Luis Miranda, construir hoje contra o senhor Jair Messias Bolsonaro? Quero lembrar aqui que este governo está no 30° mês sem nenhum caso de corrupção, e assim ele continuará”, disse Onyx Lorenzoni em um pronunciamento feito no início da noite da última quarta-feira, 23 de junho.

O ministro criticou a postura da grande mídia desde que Bolsonaro assumiu o mandato: “Nós compreendemos a pressa de alguns setores da imprensa brasileira para se apegar a qualquer coisa, dita por qualquer pessoa, sem nenhum filtro, sem nenhuma análise, desde que este ‘qualquer’ ataque o presidente da República”.

‘Deus está vendo’

Ao deputado Luis Miranda, que apresentou documentos diferentes dos originais que integram o contrato da vacina Covaxin e das tratativas para o envio das doses, Lorenzoni foi enfático: “Deus está vendo”.

“A verdade vai derrubar as mentiras e as tentativas de construir uma narrativa absolutamente falsa. […] O presidente Bolsonaro é aquele mesmo presidente que cobra de todos os ministros, nas nossas reuniões ministeriais, que nós temos a oportunidade de servir ao Brasil. O mesmo presidente que bota seu joelho no chão, que tem Deus no coração. Quero alertar ao deputado Luis Miranda que o que foi feito hoje, no mínimo, é denunciação caluniosa, e isso é crime”, afirmou o ministro.

“O senhor presidente da República determinou ao ministro-chefe da Casa Civil que a Polícia Federal abra uma investigação sobre as declarações do deputado Luis Miranda, sobre as atividades do seu irmão, servidor público do Ministério da Saúde, e sobre todas essas circunstâncias expostas no dia de hoje”, acrescentou Lorenzoni.

A postura de Miranda será, segundo o ministro, alvo de um pedido de investigação junto à Procuradoria-Geral da República: “Por quê ele inventou essa história? […] Governo de Jair Bolsonaro vai continuar, sim, sem corrupção. […] Deputado Luis Miranda, Deus está vendo. Mas o senhor não vai só se entender com Deus, não. Vai se entender com a gente, também”.

“E vem mais: o senhor vai explicar, e o senhor vai pagar pela irresponsabilidade, pelo mau-caratismo, pela má-fé, pela denunciação caluniosa, pela produção de provas falsas. Deputado, se o senhor achava que ia conseguir luz, e talvez, apoio para uma tentativa de eleição ou reeleição, o senhor errou”, enfatizou Onyx Lorenzoni.

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