“Deus quer sacudir a Igreja e despertá-la para a oração”, diz pastor após decisão do STF

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“Só há uma coisa que nenhuma autoridade da terra pode fazer: proibir os cristãos de cultuar a Deus”. Essa é a consideração do pastor Joel Engel, que já viveu tempos de restrição religiosa e hoje vive dias de liberdade — que ele teme estar sendo ameaçada no contexto da pandemia.

Em um julgamento que chamou a atenção do Brasil para a situação das igrejas, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os cultos presenciais podem ser vetados por governadores e prefeitos durante a pandemia de Covid-19. 

Joel Engel acredita que, embora seja prudente a decisão de evitar aglomerações nas igrejas para evitar o contágio do coronavírus, a intervenção do governo sobre as decisões da igreja ultrapassam os limites da liberdade.

“Quando uma autoridade a nível do STF sai de suas atribuições e lança por decreto algo contra a Igreja, não nos deixa outra opção a não ser entrar nos tribunais de Deus e orar por Sua justiça no Brasil”, disse o pastor ao Guiame.

O início do Ministério Engel, fundado em 1985 na cidade de Faxinal do Soturno, no Rio Grande do Sul, foi marcado por restrições à liberdade religiosa. Multidões de pessoas foram tocadas por um grande derramamento do Espírito Santo, resultando em milagres, curas e sinais. 

Por causa daquele mover, muitas pessoas passaram a pregar nas ruas e praças da cidade, mas “logo veio a retaliação”, lembra Engel, que enfrentou diversos processos judiciais.

“Naquela época não havia liberdade de culto como hoje. Eu cheguei a responder um processo pelo crime de estar curando em nome de Deus e fui chamado de ‘curandeiro’ por jornais locais”, conta o pastor.

Essas coisas aconteceram antes da Assembleia Nacional Constituinte, convocada em 1985, que promulgou a nova Constituição, garantindo o direito ao livre exercício dos cultos religiosos.

Hoje, Engel incentiva pastores que estão com seus templos fechados por causa de decretos governamentais a “entrar nas cortes celestiais, que estão abertas”. 

 

Com base em Isaías 1:26, em que Deus diz que iria “restaurar juízes como no passado e conselheiros, como no princípio”, Engel acredita que os profetas do Senhor precisam se levantar em oração e apresentar as causas da Igreja nos “tribunais celestiais”.

“O povo deve buscar e clamar a Deus nesse tempo. A igreja que antes estava sendo movida a festas e shows hoje precisa se unir em oração”, apela o pastor. “Deus permite essa situação, ainda que não seja Sua vontade perfeita, para sacudir a Igreja e despertá-la para a oração.”

Engel explica que os profetas atuavam diante de reis e autoridades, com o mandato de repreendê-los quando há falhas contra Deus. “A voz profética é a maior autoridade estabelecida por Deus. Deus manda seus profetas para trazer alertas”, observa. 

Quando as autoridades ignoram os profetas de Deus, no entanto, o pastor lembra que Deus manifesta seu juízo. “Moisés falou às autoridades por dez vezes. Mas na última vez, Deus o mandou dizer ao Faraó que viria juízo sobre aquela terra”, compara. “O juízo já está estabelecido sobre o Brasil.”

Por isso, Engel aconselha que, de forma “democrática e respeitosa”, os líderes das igrejas apresentem suas queixas ao governo. “É muito importante que nesse momento se levantem os profetas. Eles têm que anunciar às autoridades o juízo de Deus”, afirma.

“A maior autoridade da igreja é Jesus Cristo. Nenhum juiz da terra tem legitimidade para legislar nada dentro da igreja”, ele lembra. “Nós amamos as autoridades, queremos que todos conheçam a Jesus e sejam salvos, mas também queremos que vocês entendam que Deus é juiz. Vocês estão fazendo exatamente como Faraó, não estão permitindo o culto.”



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