Estadão acusa pastores de formarem rede de desinformação

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Pastores que adotaram postura considerada “politicamente incorreta” foram alvo de um estudo de um grupo de trabalho da Universidade de São Paulo (USP) e estão sendo acusados, de maneira velada, por um dos principais jornais do país de promoverem desinformação com suas manifestações de fé.

O estudo realizado pelo Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário (Cepedisa) da USP, do Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo (LAUT) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD) se tornou uma espécie de dossiê a respeito dos vídeos publicados no YouTube.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o levantamento dos pesquisadores foi feito entre 01 de fevereiro e 17 de março, numa etapa anterior ao início das mortes em massa por conta da pandemia de Covid-19.

Um dos líderes evangélicos que teve sua fala inserida no grupo dos que estariam promovendo desinformação é o pastor César Augusto, da Associação Fé Perfeita. Durante um culto transmitido online, ele profetizou que a pandemia não teria a extensão prevista pela grande mídia até a ocasião: “O que eu vejo é que daqui para frente pessoas que estavam sendo analisadas como suspeitas [de estarem com covid-19] vão começar a dar negativo […] O diabo pode colocar a viola no saco”.

Outro caso foi o do pastor Silvio Ribeiro, que virou alvo de investigação da polícia por suspeita de charlatanismo após divulgar um “óleo consagrado para imunizar contra qualquer tipo de pandemia, vírus ou doença”. Quando a repercussão bateu à porta, Ribeiro se desculpou com seus críticos.

“É uma questão de saúde pública. Ninguém está desmerecendo a fé de nenhuma religião. Sabemos que a fé ajuda as pessoas, mas a saúde e a medicina devem prevalecer”, afirmou a delegada Laura Rodrigues Lopes ao comentar o assunto, denotando certa tendência de supressão da liberdade de expressão e religiosa, como tem acontecido em outras áreas no país.

Silas Malafaia, pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), é apontado pelo grupo de estudo que realizou o levantamento como alguém que, nas palavras do Estadão, “disseminou informações distorcidas” por conta de seus posicionamentos de denúncia do “terrorismo emocional” colocado em prática por setores da imprensa e governantes.

“A ciência não disse assim: ‘A doença vem por aqui e para combater é assim’. Doutores, PhDs, dizem ‘quarentena funciona, não funciona, cloroquina funciona, não funciona’. A bagunça não vem das autoridades. Vem da própria ciência”, rebateu o pastor, em entrevista concedida para comentar as acusações contra ele.

O pastor Franklin Ferreira, presidente do Coalizão pelo Evangelho, é citado na reportagem como um dos líderes evangélicos que adotaram postura diversa, pois definiram a suspensão dos cultos já na primeira quinzena de março.

“A Bíblia ensina que a prudência é filha da sabedoria. Isso significa que a postura do cristão não é norteada por credulidade ou incredulidade, arrogância ou desprezo. Diante de um discernimento cuidadoso da realidade e das vítimas da pandemia, o cristão é chamado a atuar com maturidade, habilidade e bom julgamento”, afirmou.



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