Evangelista gaúcha é reprovada em processo de adoção por ser cristã

Share on facebook
Share on twitter
Share on email
Share on whatsapp
Share on linkedin

A fé cristã e suas doutrinas foram classificadas como fator de desqualificação para uma evangelista brasileira avançar no processo de adoção de uma criança. Juliana Ferron relatou sua experiência nas redes sociais, e a repercussão tem mobilizado lideranças cristãs.

Juliana, que é teóloga, é autora do livro Cansei de ser Gay, em que compartilha sua transformação de vida após se entregar a Cristo depois de 12 anos como homossexual, sendo que dois deles como transgênero.

“Estou passando para compartilhar algo que aconteceu comigo, nesta sexta-feira, 21 de maio. Alguns de vocês sabem, porque eu já falei em algumas lives, que eu estou – ou estava – em um processo de adoção, que eu havia entrado ano passado com os documentos na Vara da Infância e da Juventude na minha cidade, no Rio Grande do Sul, em Passo Fundo para adotar”, introduziu a evangelista.

O processo burocrático para a habilitação da teóloga foi cumprido, segundo seu relato: Entreguei toda a documentação, fiz o curso mês passado, abril, e estava então aguardando a sentença de habilitação, que me daria a oportunidade de entrar e continuar para o cadastro de adoção. Nessa sexta-feira agora, dia 21, veio a sentença, por escrito, que eu fui avaliada por uma psicóloga e uma assistente social, e eu fui reprovada para ser mãe adotiva”.

Os responsáveis pela avaliação usaram o próprio testemunho dela para impedi-la de seguir no processo de adoção: “As justificativas foram que eu possuo crenças religiosas que me desqualificam, me descredenciam, para criar uma criança adequadamente”, relatou Juliana.

“A criança pode ser criada abaixo de preconceito por conta das minhas crenças religiosas. Nessa sentença eu fui reprovada pela Justiça dos homens, a ser mãe adotiva, porque eu tenho crenças religiosas. Ou seja, porque eu sou cristã”, acrescentou, expressando indignação.

“Segundo eles, eu estou desqualificada. Por conta das minhas crenças e essa criança pode crescer debaixo de preconceito, caso ela seja homossexual. Foi isso que eu entendi, porque eu contei pra eles a cerca da minha vida, do meu testemunho. E eles avaliaram então que eu não possuo as qualificações necessárias e que eu preciso repensar – são essas as palavras deles – ‘a forma de ver as coisas’”, concluiu.

O desabafo da evangelista repercutiu na rede social e dois líderes evangélicos se manifestaram nos comentários: o apóstolo Luiz Hermínio e o pastor Anderson Silva. “Ligue para o dr. Marcos Carvalho, da equipe da ministra Damares Alves. Passei para ele o caso, ele pediu para você ligar para ele”, escreveu Hermínio.

O pastor Anderson Silva também enviou mensagem incentivando a evangelista a recorrer: “Vamos pra cima! Não podemos deixar quieto! Temos bons advogados que podem abraçar a causa, Ju!”.

Gospel Mais

ÚLTIMOS POSTS