Fundador de igreja preso por vender solução química para curar covid-19

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O fundador de uma igreja neopentecostal e seus três filhos foram indiciados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por venderem uma solução química que, segundo eles, funcionaria como cura para covid-19 e outras doenças.

O líder da igreja Gênesis II, Mark Grenon, vinha anunciando e vendendo uma solução produzida por ele e seus filhos, Jonathan, 34, Joseph, 32, e Jordan, 26, com o nome de Miracle Mineral Solution (MMS), que pode ser traduzido como Solução Mineral Milagrosa).

Grenon dizia que a mistura de clorito de sódio e água – que se torna dióxido de cloro ao ser ingerido via oral – curaria milagrosamente problemas de saúde como Parkinson, diabetes, câncer, Alzheimer e AIDS.

De acordo com informações do portal Uol, o dióxido de cloro usado na composição do MMS é um tipo de alvejante normalmente usado para tratamento de água industrial ou branqueamento de tecidos, celulose e papel.

A oferta da solução química era feita pelo fundador da Gênesis II e seus filhos sob a alegação de que a ingestão preveniria a covid-19 e até trataria e curaria pessoas infectadas com a doença causada pelo novo coronavírus.

Denúncias levaram a FDA, agência equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a se posicionar publicamente reprovando o uso do MMS para tratamento de qualquer doença. Os técnicos também alertaram que a ingestão pode provocar vômitos, diarreia ou reduzir a pressão arterial a níveis considerados perigosos.

Após o indiciamento, Grenon e seu filho do meio, Joseph, foram presos na Colômbia, enquanto o primogênito e o caçula do fundador da Gênesis II foram detidos na cidade de Bradenton, na Flórida.

Durante o cumprimento do mandado de prisão na casa de Jonathan a Polícia descobriu que a produção do MMS era feita no fundo do quintal. Ao longo do período em que o produto foi vendido, dezenas de milhares de garrafas foram comercializadas com os seguidores de Grenon, que enviava o produto após receber doações na conta da igreja.

As investigações estimam que os quatro presos tenham arrecadado mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,4 milhões na cotação atual) com a venda do produto.

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