Governo acusa pastor de disseminar covid-19

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Os protestos contra a corrupção no governo da Coreia do Sul, liderados por um pastor conservador, têm sido contra-atacados com acusações de potencialização da pandemia do novo coronavírus. Agora, as autoridades estão processando o líder evangélico e cobram uma indenização bilionária.

Opositor do presidente Moon Jae-in, o pastor Jun Kwang-hoon é conhecido por sua capacidade de mobilizar a população em manifestações contra o mandatário. Os protestos liderados pelo pastor de 64 anos já resultaram, inclusive, na renúncia ao cargo por parte do ministro da Justiça, Cho Kuk.

Desde que surgiu a pandemia de covid-19, o governo vem usando a situação sanitária como forma de tentar impedir o movimento de oposição liderado pelo pastor, que foi preso recentemente.

Agora, a prefeitura de Seul, capital sul-coreana, anunciou que está processando o pastor Kwang-hoon por considera-lo responsável pelos surtos de Covid-19 desde o início da pandemia. Na ação, o pastor é cobrado em 4,6 bilhões de wons (cerca de R$ 20,5 milhões) como compensação por danos ao poder público.

De acordo com informações da agência EFE, mais de 1.100 infecções desde agosto foram relacionadas à igreja Sarang-Jeil, da qual Jun Kwang-hoon é o líder. “Limitando-se apenas aos casos relatados em Seul, os prejuízos sofridos pela administração municipal, secretaria de transporte, escritórios distritais e serviço de saúde pública são estimados em 13,1 bilhões de wons (58,5 milhões de reais)”, diz um comunicado emitido na última sexta-feira, 18 de setembro, pela Câmara Municipal.

As autoridades acusam o pastor de não ter cooperado com o rastreamento das infecções e, inclusive, ter fraudado documentos sobre os membros de sua igreja. Essa suposta fraude já é apurada em outro processo movido pelo governo federal, que o acusa de obstruir a monitoração dos casos.

O advogado de defesa do pastor, Kang Yeon-jae, argumenta que é impossível listar quem frequenta suas congregações “a não ser que a igreja seja trancada com uma porta que permita as pessoas entrarem [apenas após] passarem um cartão de identidade”.



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