Grupos que combatem o tráfico sexual comemoram o fechamento de site pornográfico

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Organizações e ativistas que combatem o tráfico e a exploração sexual comemoraram o anúncio de que o site pornográfico de propriedade da Mindgeek, XTube, encerrará sua atividade. Agora, grupos que lutam pelo fim de sites pornográficos, por financiarem tráfico sexual e pornografia infantil, esperam que mais plataformas sejam fechadas.

Nesta segunda-feira (5), Laila Mickelwait, a criadora do movimento #traffickinghub, postou em sua conta do Twitter a declaração do XTube sobre seu fechamento e comentou: “Lição: se você não pode operar legalmente, não pode operar em tudo. Próximo: Pornhub”.

O comunicado do XTube anunciou que o site será fechado no dia 5 de setembro e que a opção de baixar vídeos já está desativada na plataforma. A empresa não informou o motivo do término do site, mas pediu que os usuários continuem acessando os outros sites pornográficos da Mindgeek, Pornhub e MyDirtyHobby.

O National Center on Sexual Exploitation (NCOSE), uma organização que defende o fechamento de sites pornográficos por permitir que traficantes, pedófilos e estupradores carreguem vídeos de suas vítimas, também comemorou a boa notícia:

“O anúncio do encerramento do XTube é mais uma evidência de que o império de exploração da MindGeek está desmoronando. É uma vitória clara do movimento para responsabilizar Pornhub, MindGeek e a indústria da pornografia por sua facilitação de abuso e exploração sexual”, afirmou CEO da NCOSE, Dawn Hawkins.

Para Hawkins, a decisão do fechamento do site é resultado da “crescente pressão dos legisladores, indignação na mídia, perda de apoio corporativo e sobreviventes avançando para exigir justiça por meio de ações judiciais”. 

Com esta primeira vitória, o ativista disse que espera que mais plataformas sejam encerradas: “Estamos ansiosos para o dia em que podemos anunciar que o Pornhub e outros sites de pornografia pertencentes à MindGeek estão terminando ”.

Movimento antitráfico e sites pornográficos

A Mindgeek possui vários sites pornôs, incluindo o Pornhub, que tem cerca de 20 milhões de assinantes em todo o mundo. O movimento contra o conglomerado de conteúdo pornográfico tem crescido depois que vítimas denunciaram a distribuição e monetização de abuso sexual de crianças pelo Pornhub, em reportagem do The New York Times.

Em setembro de 2020, a ONG cristã ExodusCry, que combate a exploração sexual, promoveu uma petição online para exigir o fechamento do Pornhub. O documento atingiu mais de 2 milhões de assinaturas de 192 países. Após a pressão de milhões de cristãos, senadores dos EUA exigiram uma investigação sobre o site pornográfico.

A Pornhub também enfrenta um processo de 30 mulheres que acusam o site de lucrar com tráfico sexual, estupro e pornografia infantil. O grupo também alega que a MindGeek comprou conteúdos sexuais ilegais de traficantes de seres humanos, através de empresas de fachada, e lavou o lucro para ocultá-lo.

O processo alega que a plataforma está consciente que grande parte de seus vídeos violam a lei dos Estados Unidos contra conteúdo sexual não consensual. As mulheres ainda afirmam que além da empresa saber que hospeda esse tipo de conteúdo ilegal, ela incentiva o acesso dos usuários a esse material e o monetiza.



Fonte: Guia-me

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