Igreja canadense que foi cercada por policiais passa a transmitir cultos em local secreto

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Uma semana depois de ser cercada com barreiras para ter a entrada de fiéis impedida, uma igreja no Canadá foi tomada por dezenas de policiais no domingo (11), enquanto manifestantes faziam protestos pela liberdade religiosa do lado de fora do templo, na província de Alberta.

Oficiais da Polícia Montada Real do Canadá (RCMP, na sigla em inglês) foram em massa até a Igreja GraceLife, na cidade de Edmonton, para “preservar a paz” e “manter a segurança pública”, conforme nota divulgada para a mídia.

No entanto, a igreja tem sido alvo de uma pressão sem precedentes no Canadá, sob o pretexto das medidas restritivas da Covid-19.

O pastor associado da GraceLife, Jake Spenst, revelou nesta segunda-feira (12) ao site Faithwire que a igreja está se reunindo em um local não revelado e transmitindo seus cultos no YouTube.

A perseverança dos membros da GraceLife foi elogiada pelo pastor John MacArthur, que mora na Califórnia (EUA). “É incrível ter uma igreja subterrânea no Canadá”, disse o pastor da Grace Community Church em Sun Valley. “Isso porque o governo de Alberta cercou a igreja três vezes e a trancou para que as pessoas não pudessem entrar lá”. 

A pedido dos Serviços de Saúde de Alberta, a RCMP ergueu uma cerca de três camadas ao redor do templo na quarta-feira passada (7). Neste domingo, moradores inconformados com a repressão derrubaram a barreira de arame, enquanto protestavam contra o governo e a polícia.

Entre 300 e 400 manifestantes estiveram reunidos nas instalações da igreja no domingo e começaram a cantar hinos cristãos.

O Centro de Justiça para Liberdades Constitucionais, o escritório de advocacia que representa a GraceLife e seu pastor que já chegou a ser preso, James Coates, disse em nota que, embora aprecie “a manifestação pública de apoio à abertura total de igrejas em Alberta”, os membros da GraceLife não participaram das manifestações.

“A GraceLife não tem controle da igreja ou do terreno neste momento”, diz o comunicado. “O terreno da igreja está totalmente sob a responsabilidade e controle da RCMP e dos Serviços de Saúde de Alberta. O fechamento das instalações da GraceLife, compreensivelmente, resultou em indignação pública e fez com que multidões ainda maiores se reunissem em um só lugar.”

O pastor John MacArthur destacou que, foram registradas 2.013 mortes de Covid-19 na província de Alberta, que tem uma população de 4,4 milhões de pessoas. Ele observou que mais da metade das vítimas fatais são pessoas com 80 anos ou mais.

Citando essas estatísticas, MacArthur disse que o governo de Alberta “não tem razão legítima” para fechar à força a GraceLife, que continuou realizando cultos presenciais, apesar da restrição de apenas 15% da ocupação do templo determinada pelos Serviços de Saúde de Alberta.

“Esta é a primeira vez no mundo ocidental que vemos um governo impedir a entrada de fiéis em uma igreja”, disse MacArthur.

Protestos contra policiais

Conforme os manifestantes começaram a derrubar a cerca ao redor da GraceLife, os oficiais da RCMP começaram a colocar a barreira de volta, de acordo com um relatório do site Western Standard. A agência de notícias observou que dezenas de policiais bloquearam o acesso às estradas que levam à igreja.

Antes de seu sermão no domingo, MacArthur leu uma carta do pastor James Coates, que fez parte de um seminário afiliado à Grace Community Church, em agradecimento por seu constante apoio.

O governo de Alberta retirou a maioria das acusações contra Coates, que foi libertado da prisão no final de março, após pouco mais de um mês preso. O pastor, no entanto, ainda enfrenta uma multa de US$ 1.500 (equivalente a R$ 8.547 no câmbio atual) e uma acusação por violar as restrições de saúde.

Seu julgamento está programado para começar em 3 de maio, mas o governo da província solicitou ao tribunal o adiamento do julgamento, para dar mais tempo à produção de provas que justifiquem suas medidas de bloqueio.

“Esta é provavelmente a primeira vez na história canadense que um governo federal ou provincial ataca diretamente a religião e sua prática, além de um pastor cristão; com base em ordens de saúde arbitrárias e não científicas, de um médico não eleito e politicamente nomeado, cujas ordens não são examinadas por membros eleitos da Assembleia Legislativa”, disse John Carpay, presidente do Centro de Justiça para Liberdades Constitucionais.



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