Igrejas querem que o governo perdoe dívidas das famílias na pandemia

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Várias igrejas estão se mobilizando para pressionar o governo do Reino Unido com o objetivo de fazer com que o Estado perdoe às dívidas das famílias que foram economicamente afetadas durante a pandemia do novo coronavírus.

Por causa do isolamento social, várias pessoas tiveram seus comércios fechados e prestação de serviços interrompidas. Com isso, milhares de famílias precisaram fazer empréstimos financeiros, a fim de suportar o período de crise econômica, o que acarretou novas dívidas.

Agora, mesmo com o retorno gradual das atividades econômicas, essas famílias ainda não possuem condições suficientes para sustentar a própria casa e manter o pagamento das dívidas.

Diante disso, a União Batista da Grã-Bretanha, da Igreja da Escócia, da Igreja Metodista, da Igreja Reformada Unida e da organização Church Action on Poverty criaram o movimento “Reset the Debt” (Resete a Dívida).

“Sabemos que durante o confinamento as pessoas se concentraram em manter a si mesmas e suas famílias seguras e alimentadas — e para muitos isso significava que as contas ou até mesmo algum aluguel não seriam pagos”, afirmou o reverendo Richard Teal, presidente da Conferência Metodista, segundo o Christian Today.

A ideia foi inspirada no evento do Jubileu descrito pela Bíblia Sagrada, quando o povo tinha suas dívidas perdoadas. Para Rachel Lampard, líder da equipe conjunta de Assuntos Públicos para as quatro igrejas, a iniciativa não foca apenas o aspecto econômico, mas também moral.

“Como cristãos, vemos o Jubileu sendo mais do que só economia. O princípio do Jubileu permite que os relacionamentos sejam redefinidos, as comunidades sejam reequilibradas e a dignidade das pessoas seja restaurada. Este é o bem-estar que Deus deseja para todas as pessoas”, disse Rachel.

Se o pedido for atendido, milhares de pessoas que contraíram empréstimos com o Estado poderão respirar aliviadas durante o período de recuperação econômica de suas casas.

“Sem um Jubileu de dívida, aqueles que são menos capazes de aguentar vão continuar carregando o fardo financeiro mais pesado por muito tempo no futuro”, observou Rachel.



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