John Paton, o missionário que levou o Evangelho aos canibais

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John Gibson Paton foi um missionário cristão nascido na Escócia em 1824, que desempenhou seu ministério junto aos canibais nas Ilhas New Hebrides dos Mares do Sul até morrer em 1907. Filho mais velho entre onze de uma família cristã pobre, mas devota, Paton entregu sua vida a Jesus aos doze anos, e se comprometeu a ser um missionário.

Quando jovem, Paton mudou-se para Glasgow; ali ele fez estudos teológicos e médicos, foi ordenado na Igreja Presbiteriana e trabalhou por dez anos como evangelista. Ele então se sentiu chamado para o que era então as Novas Hébridas, uma longa ilha no sudoeste do Pacífico que agora faz parte de Vanuatu e onde o heróico trabalho missionário foi realizado por algum tempo. Em 1858, Paton partiu para os mares do sul, levando consigo sua noiva Mary Ann Robeson.

Na ilha de Tanna eles se deparaaram com pobreza extrema e problemas de saúde, batalhas brutais entre clãs, canibalismo, infanticídio e sacrifício de viúvas. A brutalidade contra as mulheres era tão comum que idosas eram raras. Além disso, havia uma atmosfera de medo espiritual devido à crença generalizada em espíritos malignos e na prática de bruxaria.

A fé de Paton resistiu a esses desafios e ele continuou a trabalhar entre o povo Aniwan e a pregar o Evangelho por vários anos, enquanto também levantava apoio para o trabalho missionário e escrevia sua própria história. Cinquenta anos depois ele seria chamado por Charles H. Spurgeon como o “rei dos canibais”.

Ele ficou sozinho em uma ilha por quatro anos com os nativos hostis e sua vida dependia do delicado equilíbrio do perigo constante.

Em 1862 uma guerra tribal em grande escala estourou, forçando Paton a deixar o lugar. A partir de então, ele desenvolveu um novo papel como alguém que mobilizou a igreja para a missão. Por quatro anos Paton viajou pela Austrália e Escócia falando sobre as necessidades da missão. Ele foi um orador inspirador, contando histórias pessoais e falando com uma autoridade desafiadora sobre a necessidade de recursos humanos e apoio financeiro para o ministério nas ilhas.

Paton confiava que ele era imortal até que Deus achasse adequado que sua obra fosse realizada. Hoje, o impacto de sua vida e dedicação à fé em Jesus Cristo pode ser visto em Papua Nova Guiné e Vanuatu.

Casamento e família

A vida de Paton foi repleta de muitas provações, pois sua primeira esposa e seu filho morreram logo após sua chegada na ilha de Tanna, e ele teve que fugir quase diariamente para salvar sua vida dos nativos.

Paton se casou com Mary Ann Robeson pouco antes de partir para as Novas Hébridas em abril de 1858. Eles foram enviados para estabelecer um posto missionário na ilha de Tanna. Em 12 de fevereiro de 1859, seu filho Peter Robert Robson nasceu, mas sua esposa morreu logo depois, em 3 de março, e em seguida a criança, em 20 de março.

Retornando à Escócia pela primeira vez em 1863, John Paton se casou com Margaret Whitecross em Edimburgo em 1864. Ela era uma “mulher de grande piedade e caráter forte”, que ajudou seu marido até a morte em 16 de maio de 1905. Eles tiveram duas filhas e oito filhos. Uma filha e dois filhos morreram na infância; um filho morreu aos 2 anos e meio.

O casal Paton aprendeu a língua local, com isso eles escreveram, traduziram e imprimiram o Novo Testamento para os ilhéus. Os Patons também estavam muito envolvidos na ajuda prática: educar, criar empregos e iniciar assistência médica e social. O impacto da pregação e da prática do Evangelho foi notável; em duas décadas, a ilha inteira se tornou cristã praticante.

Dois filhos de Paton e Margareth se tornaram missionários nas Novas Hébridas e uma filha se casou com um missionário lá.

Compromisso com o Evangelho

Apesar de viver em uma época em que muitos indivíduos educados consideravam os povos do Pacífico Sul e da Austrália como selvagens subumanos incapazes de civilização e destinados à extinção ou escravidão, Paton cuidou e valorizou os ilhéus.

Acreditando que a reforma social andava de mãos dadas com o evangelho, ele e sua esposa ensinaram leitura e artesanato aos ilhéus, construíram orfanatos, fizeram escolas e distribuíram remédios. Eles também lutaram contra os forasteiros que procuravam explorar os ilhéus com a venda de armas e álcool.

Em seus discursos, Paton teve o cuidado não apenas de falar sobre suas próprias aventuras e sofrimentos, mas também de contar histórias de como homens violentos, depois de se converterem a Cristo, se transformaram em seres humanos gentis.

Em 16 de maio de 1905, sua esposa Margaret faleceu.

John Paton passou seus últimos anos principalmente em Melbourne, Austrália, onde morreu em 28 de janeiro de 1907, aos 83 anos. Ele foi enterrado no cemitério de Boroondara.



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