Jordan Peterson, ‘maior intelectual do mundo’, testemunha fé em Jesus

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Jordan Peterson é uma das principais vozes do mundo contra a ditadura do “politicamente correto”. Psicólogo e professor universitário, ele tem falado sobre a fé em Deus, suas origens cristãs e a mensagem do Evangelho após se recuperar de um grave problema de saúde.

Conhecido por seus livros encorajadores e entrevistas contundentes, Jordan Peterson passou por momentos difíceis após sofrer com a dependência de remédios e, logo depois, uma forte depressão após perder a esposa para um raro e grave câncer.

Recuperado, ele tem retomado as atividades como professor e formador de opinião, visto que por vezes já foi aclamado como o intelectual mais influente do mundo.

Em uma edição recente de seu podcast, Jordan Peterson compartilhou com os ouvintes sobre sua fé e caiu em prantos ao falar sobre Jesus Cristo. O tema da conversa com o artista Jonathan Pageau era filosofia e espiritualidade, incluindo a consciência e narrativa judaico-cristã.

Conforme noticiado pelo portal The Christian Post, ao falar sobre a linha de pensamento cristã que liga a consciência à divindade e que é moldada pela presença interior do Espírito Santo, Peterson explicou que a biologia e a psicologia são limitadas na compreensão de certos aspectos da existência.

“Até certo ponto, por sermos tão sociais, se não manifestarmos uma reciprocidade moral adequada, vamos nos alienar de nossos semelhantes e não sobreviveremos. Nós vamos sofrer e morrer. Certamente não encontraremos um parceiro e teremos filhos com sucesso. Até certo ponto, a consciência pode ser vista como a voz da sociedade recíproca interna, e essa é uma explicação biológica perfeitamente razoável”, teorizou.

A Criação testemunha

No entanto, disse ele, quanto mais se aprofunda na biologia, ele se transforma em algo religioso porque, uma vez que a estrutura fundamental da psique humana é analisada, ela “se torna algo com um poder que transcende sua capacidade de resistir a ele”.

A essa altura, Peterson respondeu a um crítico que afirmou que o Evangelho não é mais significativo do que as histórias de morte e ressurreição de outros deuses mitológicos. O professor apontou que Jesus era uma pessoa real que realmente viveu além de uma narrativa, e em um sentido, Cristo é a união dessas duas coisas.

“O problema é que provavelmente acredito nisso. Estou surpreso com minha própria crença e não entendo”, disse ele. “Porque às vezes vi o mundo objetivo e o mundo narrativo se tocar. Isso é sincronicidade sindical. E já vi isso muitas vezes em minha própria vida e, de certa forma, acredito que é inegável”, testemunhou, caindo em lágrimas.

Embora o mundo narrativo e o mundo objetivo não sejam o mesmo, ponderou o professor, eles se cruzam “e o exemplo final disso, em princípio, é suposto ser Cristo. E isso parece estranhamente plausível. […] Ainda não sei o que fazer com isso, em parte porque é uma realidade muito aterrorizante para acreditar totalmente. Eu nem mesmo sei o que aconteceria com você se você acreditasse totalmente”, acrescentou.

Origens cristãs

Seu livro mais popular, 12 Regras para a Vida: Um Antídoto para o Caos, best-seller mundial, contém muitas referências às Escrituras, o que mostra que o período de intensa adversidade pelo qual o professor passou, o reaproximou de sua fé em Deus.

O episódio do podcast repercutiu de forma intensa entre seus seguidores, que relataram nas redes sociais terem sido impactados com as comoventes declarações do professor.

Jordan Peterson retomou a vida pública recentemente. Em um vídeo de 8 minutos que lançou em outubro passado, explicou que vinha sofrendo devido ao uso de benzodiazepínicos, medicamentos como o Valium, que costumam ser usados para tratar a ansiedade, e admitiu que a certa altura decidiu parar de toma-los e essa decisão causou danos neurológicos, o que desencadeou uma busca por especialistas em todo o mundo que pudessem fornecer o tratamento adequado.

“Isso me fez entrar e sair de hospitais durante grande parte do ano passado”, disse ele na época.

Canadense, Peterson foi criado como protestante, mas durante sua vida acadêmica manifestou dúvidas sobre crer ou não na ressurreição de Jesus Cristo. Sua notoriedade internacional veio após se recusar a usar pronomes do sexo oposto ao falar sobre pessoas identificadas como transgênero, além de suas objeções públicas a um projeto de que consagrou a confusa compreensão em torno da ideologia de gênero.



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