José NÃO era um sonhador – Site do Pastor

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JOSÉ NÃO ERA UM SONHADOR
Gênesis 37


“JOSÉ NÃO ERA UM SONHADOR” foi o título escolhido para esta mensagem visando corrigir um grave erro de interpretação que tem levado muitos à angústia e decepções.

Pregações equivocadas fizeram estas pessoas acreditarem que seus sonhos são sonhos de Deus.

E muitos ainda dizem ou insinuam que Deus teria a obrigação de realizá-los ou de facilitar sua realização.

Mas não existe este negócio de “sonhos de Deus”, pois Deus não sonha, nem dormindo, nem acordado; não sonha dormindo por que não dorme (Salmo 121.4). 

Também não “sonha” acordado por que tem Poder para realizar tudo o que deseja (Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido” – Jó 42:2). 

Os nossos sonhos são nossos e Deus não tem nenhuma obrigação de realizá-los.

Chamar José de “sonhador” é o mesmo que se juntar aos seus irmãos na zombaria que faziam dele (vs 19). 

José era um jovem receptivo à voz de Deus, que ainda não sabia que os “seus” sonhos não eram seus.

Que na verdade eram revelações divinas (Gn 41.16), avisos de eventos futuros.

Deus tinha planos de usá-lo para salvar vidas, inclusive a sua família, mas José era muito inexperiente e precisava amadurecer rapidamente.

Foi por isso, provavelmente, que Deus permitiu que ele passasse por grandes sofrimentos, pois, infelizmente, a raça humana aprende e amadurece mais rápido através do sofrimento.

Que ironia, né? Aquele que erroneamente chamam de sonhador, vivia em PESADELOS.


1) O PESADELO DA INVEJA DOS IRMÃOS

Seus irmãos lhe tinham inveja (vs 11), pois o pai deles (Jacó) não escondia que José era o seu filho preferido entre os doze (vs 3).

O ambiente já não era bom, mas “a panela ferveu” quando seu pai fez para ele (e somente para ele) uma belíssima túnica de várias cores (vs 3).

A inveja — enquanto sentimento do outro — não faz mal a ninguém, exceto para a própria pessoa que a carrega no coração (“A inveja apodrece os ossos” – Prov 14.30b).

No entanto, a inveja funciona semelhante a um vulcão: Acumula energia e, mais cedo ou mais tarde, explode em ações violentas de ódio.

Quando isso acontece, se torna um grande perigo, um pesadelo. Só quem passou ou passa por isso sabe quão grande é este pesadelo.

 
2) O PESADELO DO ÓDIO DENTRO DA PRÓPRIA CASA

Além dele ser “o queridinho do papai”, José, por sua inexperiência (ele tinha apenas 17 anos) ainda fazia fofoca para o pai dos erros de seus irmãos (vs 2) e, para piorar de vez as coisas, contou para eles os sonhos de revelação que Deus lhe enviara, nos quais, pela interpretação óbvia, a sua família se curvava diante dele (vs 8 a 11).

Foi a gota d’água, seus irmãos já não podiam nem ouvir a sua voz (vs 4) e planejaram matá-lo (vs 18 a 20). O pesadelo do ódio mortal dentro da própria casa é um pesadelo terrível. Quem passou ou passa por isso, sabe.


3) O PESADELO DA TRAIÇÃO

As explosões de ódio podem causar vários danos, até morte da pessoa odiada (como na história de Caim, que matou Abel – Gn 4.1-8). Não fosse a proteção de Deus, que levantou Ruben para o defender, seus irmãos certamente o teriam matado (vs 21 e 22).

Eles o jogaram numa cova seca, se assentaram para comer como se nada estivesse acontecendo e, ao avistarem uma caravana passando, resolveram vendê-lo como escravo — por vinte moedas de prata (vs 24 a 28).

Mas a traição não parou por aí, mataram um cabrito, mancharam a túnica colorida com o sangue dele e enviaram a sua roupa para o pai, fazendo-o acreditar que José tinha sido devorado por algum animal selvagem.

Levaram o velho pai a um luto prolongado e a um intenso sofrimento (vs 31 a 35). Numa só tacada, traíram o irmão e o pai. Toda traição é um terrível pesadelo.

PONTO-CRUZ (use este PC aqui)  – O que é isso?
De igual modo, Jesus também foi traído e vendido por moedas de prata, numa traição horrível, mas tudo suportou por amor a nós, para nos salvar (João 15.13)
.
 
CONCLUSÃO

Ao contrário do que dizem, José não era um sonhador, na verdade era um jovem sensível à voz de Deus que, devido à sua pouca idade, passou por experiências traumáticas no seio familiar, verdadeiros pesadelos de inveja, ódio e traição. 

No entanto, a graça de Deus era sobre ele e, apesar dos pesares, foi um vencedor.

Título: José não era um vencedor
Autor: Pr Ronaldo Alves Franco
Site do Pastor
Data: 29/12/2020

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Fonte: Site do Pastor

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