Mais de 30 estados americanos não querem atletas trans em esportes femininos

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Os Estados Unidos são formados por 50 estados, além do seu distrito federal, e 30 destes introduziram projetos de lei que restringem o acesso de jovens transgêneros aos esportes femininos. 

Os governadores em Idaho, Alabama, Arkansas, Tennessee, Mississippi e West Virginia já inclusive assinaram os projetos de lei “proibindo” os alunos trans de competir em equipes esportivas femininas em escolas públicas.

O governador de Dakota do Sul, Kristi Noem, recentemente, emitiu uma ordem executiva semelhante. E o governador da Flórida, Ron DeSantis, prometeu assinar uma medida como lei no estado do Sunshine. 

“Nós vamos proteger nossas meninas”, disse DeSantis à Fox News. “Temos uma filha de 4 anos e uma filha de 1 ano e ambas são muito atléticas. E queremos ter oportunidades para as nossas meninas. Elas merecem um campo de jogo equilibrado”, disse.

Sobre as decisões de Biden

No início deste ano, o governo Biden alterou os direitos das mulheres com uma ordem executiva, priorizando os direitos dos transgêneros. Ele mandou abrir banheiros para eles em escolas públicas, vestiários e locais esportivos. Os banheiros podem ser usados por todos, independentemente do sexo biológico.

Comentários recentes da candidata ao governo da Califórnia, Caitlyn Jenner, que é transgênero, sobre a medalha de ouro olímpica, estão chamando a atenção das pessoas para o assunto, alimentando um debate.

“Esta é uma questão de justiça”, disse Jenner ao TMZ . “É por isso que me oponho a meninos biológicos que são trans competindo em esportes femininos na escola. Simplesmente não é justo. E temos que proteger o esporte feminino em nossas escolas”, disse.

Alguns acusam Jenner por estar agindo desonestamente, fazendo política com suas opiniões inconstantes. Ela já disse que apoiava meninos trans em esportes femininos. “ “Acho que é totalmente justo”, disse ela certa vez a Tucker Carlson da Fox News.

Pessoas contra e a favor dos projetos de lei

Por outro lado, centenas de pessoas marcharam recentemente em Asheville, Carolina do Norte, em protesto contra a proposta de legislação que proíbe os meninos trans de competir em esportes femininos. 

Embora nem todos compreendam, uma mãe de criança trans entendeu a motivação dos projetos de lei. “Quando permitimos que os homens participem de esportes femininos, é o fim dos esportes femininos”, argumentou  Julia Holladay. 

“Já temos homens com recordes femininos. É por isso que o recorde parece inatingível porque foi estabelecido por um homem. Não demorará muito para que, por exemplo, recrutadores e treinadores universitários vejam que times onde tem um homem, há vantagem”, explicou.

Já os defensores do movimento LGBTQ dizem que os dados mostram outra realidade. “Quando meninos trans passam pelo processo médico adequado, há uma diferença insignificante entre as meninas e eles”, argumentou a ativista trans Charlotte Clymber.

Mas Selina Soule, entre outras atletas femininas em Connecticut discordam. Nos últimos dois anos, duas atletas trans conquistaram 15 títulos de campeonatos estaduais de Connecticut enquanto competiam em eventos femininos. 



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