Medina usa texto antes de prova do tricampeonato

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O surfista Gabriel Medina tornou-se tricampeão mundial de surf na última terça-feira, 14 de setembro, em uma prova realizada em Trestles, na Califórnia (EUA), e usou um salmo imprecatório para expressar seu sentimento.

Em sua conta no Instagram, o surfista evangélico publicou uma foto ajoelhado, orando, com a seguinte legenda: “Salmos 94… Deus nos abençoe e proteja. Vamos ser feliz [sic]. Amém!”.

O uso do salmo imprecatório se explica por um desentendimento que Gabriel Medina teve com sua mãe e padrasto após decidir se casar com a modelo Yasmin Brunet após menos de um ano de namoro, e também por considerar injustas as notas recebidas nas Olimpíadas.

Os dois se casaram em dezembro de 2020, e ao longo dos primeiros meses de 2021, Medina e sua esposa evidenciaram o desentendimento familiar ao deixarem de seguir nas redes sociais Simone Medina, mãe do surfista, e Charles Saldanha, seu padrasto e ex-treinador.

Medina não teve a companhia da esposa em Tóquio, durante as Olimpíadas, e também não teve o desempenho esperado, ficando sem medalhas na modalidade estreante nos Jogos, de acordo com informações da ESPN.

Na final do Circuito Mundial de Surf, ele venceu o também evangélico e brasileiro Filipe Toledo, que disputou o título até a última prova.

Quase três anos depois de seu bicampeonato, Gabriel Medina evitou falar publicamente sobre os problemas familiares, e enalteceu o equilíbrio proporcionado pela companhia da esposa:

“Gosto de estar rodeado de pessoas que me fazem bem. Ela é uma das pessoas que mais me ajudaram esse ano, junto com meu coach e meus amigos próximos. Foi um ano difícil. Difícil você viajar o mundo, colocar seu melhor em cada momento. Você, sua mulher e seu coach. Foi muito desafiador para mim”, afirmou, segundo informações do GE.

Salmo imprecatório

O Salmo 94 é descrito como um “salmo imprecatório” por fazer parte de uma lista de salmos que expressam sentimentos de indignação diante da opressão dos inimigos de Israel.

David Holder, em um artigo publicado pelo Estudos da Bíblia, diz que “os salmistas suportaram pessoalmente o impacto do mal em muitas situações, mas eram cuidadosos em deixar a vingança nas mãos de Deus”, como no caso do Salmo 94 citado por Medina.

Gabriel Medina, ao expressar sua indignação diante do atrito familiar e pedir que Deus respondesse ao que considera injustiça, repetiu um sentimento que estava presente nos salmistas quando escreveram os salmos que se encaixam nessa categoria.

“A linguagem extremamente explícita – que para alguns estudiosos é hiperbólica – expressa o grau de perturbação emocional sentida pelo salmista. Expressá-las ao Senhor não é uma atitude necessariamente pecaminosa. É verdade que elas poderiam resultar de motivações pecaminosas (veja a preocupação de Davi no salmo 139.19-24). Porém, elas estão inseridas em orações, petições. Elas não são relatos de ações iradas e vingativas. O pedido desses salmistas não é o de fazerem justiça com as próprias mãos, até mesmo porque a vingança pessoal era condenada desde o Pentateuco (Lv 19.18), mas de deixar a vingança com o Senhor (Dt 32.35; Pv 25.21-22; Rm 12.9, 20-21), contextualizou o pastor e professor Heber Campos no livro Triunfo da Fé, segundo o portal Voltemos ao Evangelho.

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