Mentir ou ser demitido: professor processa escola

Um professor que lecionava idiomas em uma escola pública foi forçado por funcionários a tratar um aluno que se identifica como transexual pelo pronome oposto a seu sexo biológico, e também a mentir. Diante da recusa do docente, a escola o demitiu, e agora o caso está na Justiça.

O professor Peter Vlaming lecionava francês há dois anos em uma escola coordenada pela autarquia de ensino de West Point, no estado da Virgínia (EUA). A direção o demitiu depois que ele se recusou a mentir e usar pronomes do sexo oposto ao do aluno.

O grupo jurídico Alliance Defending Freedom (ADF) está representando o professor, e informou que a Suprema Corte da Virgínia concedeu um recurso ao professor no caso: “Peter não foi demitido por algo que ele disse; ele foi demitido por algo que não podia dizer”, explicou o advogado Chris Schandevel, que defendeu a petição de apelação em nome de Vlaming.

“Como professor, Peter era apaixonado pelo assunto que ensinava, era muito querido por seus alunos e fazia o possível para atender às necessidades e solicitações deles. Mas Peter não podia em sã consciência falar mensagens nas quais não cria. Estamos satisfeitos que a Suprema Corte da Virgínia (foto) tenha concordado em ouvir este importante caso e esperamos que o tribunal concorde que o Conselho Escolar violou os direitos de Peter sob a Constituição da Virgínia e a lei estadual”, acrescentou o advogado.

De acordo com informações do portal WND, o professor foi demitido por “evitar o uso de pronomes pessoais” em relação a um aluno, e processado depois que ele foi demitido em uma decisão do Tribunal de Circuito do Condado de King William.

Perseguição

Essencialmente, a escola o demitiu por se recusar a adotar a prática politicamente correta de deixar os alunos decidirem que gênero são e, em seguida, promover sua escolha.

O Conselho Escolar de West Point demitiu Vlaming, que ensinou francês no distrito por quase seis anos, depois que ele afirmou que não podia em sã consciência cumprir a ordem do superintendente de que ele se referisse a um de seus alunos usando pronomes que eram inconsistentes com o sexo biológico do aluno.

“Vlaming tentou acomodar o aluno usando consistentemente o novo nome escolhido do aluno em vez do nome próprio do aluno e evitando completamente o uso de pronomes”, pontuou a ADF.

Entretanto, os funcionários da escola ordenaram que ele começasse a usar pronomes que essencialmente mentiam sobre o sexo biológico do aluno: “Peter tem todo o direito de lutar contra essa decisão ilegal do Conselho Escolar, e estamos gratos por ter a oportunidade de defendê-lo na mais alta corte da Virgínia”, disse Tyson Langhofer, outro advogado da ADF.

Langhofer destacou, ainda, que o professor sempre tratou o aluno “com respeito, inclusive usando o nome preferido do aluno e evitando o uso de pronomes na presença do aluno”.

“Isso nunca foi sobre nada que Peter disse. É sobre uma escola exigindo total conformidade em total desrespeito aos esforços de Peter e suas liberdades sob a lei da Virgínia”, finalizou o advogado.

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