Monges lideram multidão furiosa contra igreja no Sri Lanka

No mês de março, uma multidão liderada por vários monges budistas invadiu uma igreja no sul do Sri Lanka e interrompeu as atividades de adoração, agredindo os cristãos presentes.

“Se o culto não parar e a igreja não fechar, poderá haver graves consequências”, um dos líderes ameaçou o pastor Indunil.

Antes do ataque, ele já havia recebido várias ameaças de morte e alertas de que um ataque estava sendo planejado, mas se recusou a deixar o medo tomar conta dele e da congregação. 

Sobre a invasão e os ataques

Alguns policiais até se aliaram aos monges dizendo que a igreja estava “perturbando a paz da comunidade” e, com esse discurso, conseguiram reunir e inflar a multidão.

Mas, o oficial responsável avisou aos manifestantes que eles não tinham o direito legal de fechar a igreja. Não foi possível, porém, controlar a situação e dispersar a multidão.

Sobre o fechamento da igreja

O pastor foi convidado para uma reunião do Secretariado Divisional com autoridades e mais 29 monges. Eles fizeram várias acusações contra o líder cristão e estavam convencidos que a igreja ficava em um local de culto ilegal. 

“Nem nos foi dada a oportunidade de falar. Eles exigiram que a igreja fosse fechada”, disse Indunil. Sabendo que estava vulnerável entre os monges enfurecidos, pediu que o informassem sobre a decisão final por escrito.

Logo depois, uma carta oficial foi emitida exigindo o fechamento da igreja, até que um formulário seja preenchido para autorizar o pastor a dar sequência às atividades evangelísticas.

Provas contra os agressores

Conforme a Portas Abertas, câmeras de segurança foram instaladas na igreja, um dia antes do ataque. 

“Pela graça de Deus, conseguimos terminar a instalação antes e agora há provas que podem ser usadas no tribunal para se defenderem”, disse um colaborador da organização. 

“Apesar das circunstâncias parecerem desfavoráveis para a igreja, o pastor Indunil é firme na fé e corajoso. Ele está otimista de que a igreja vai triunfar nesses tempos difíceis”, concluiu.

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