Mulher sobrevive a ataque de irmão muçulmano por se tornar cristã

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Mãe de dois filhos, Harriet Nanzala disse que manteve sua fé em segredo por mais de 20 anos, mas seu irmão, Kowa Mugooda, que é muçulmano, descobriu que ela era cristã e a ameaçou com uma faca.

Harriet mora em uma vila perto de Kasasira, no leste de Uganda, distrito de Kibuku não revelado por razões de segurança.

“Meu irmão me encontrou lendo a Bíblia e começou a me questionar se eu havia me convertido ao cristianismo”, disse Nanzala ao Morning Star News. “Fiquei quieta e ele saiu, balançando a cabeça em descrença.”

Nos dois dias seguintes, ele continuou a pressioná-la para dizer se era cristã, mas ela permaneceu em silêncio, disse Nanzala, que deixou seu marido muçulmano após se converter há mais de 20 anos e vive com suas duas filhas enquanto cuida de sua mãe idosa.

Mugooda apareceu em sua casa às 10h com uma faca e uma lança comprida gritando o slogan jihadista: “Allahu Akbar [Allah é Maior]”, disse ela.

“Ele começou a destruir parte da porta. Comecei a fugir para salvar minha vida”, contou. “Meu irmão me seguiu enquanto eu gritava por socorro, mas infelizmente ele me atingiu com a faca afiada na minha perna.”

Uma foto obtida pelo Morning Star News mostra que Nanzala sofreu uma ferida profunda no tornozelo.

Ajuda policial

Os vizinhos logo chegaram, incluindo o presidente da área, que chamou a polícia de Kasasira. O oficial Afande Hire respondeu rapidamente e resgatou-a, disse Harriet. Quando a polícia levou Mugooda embora, ele gritou que iria atacar novamente, disse policial.

“Depois da minha libertação, vou matar Harriet por renunciar ao Islã, a religião de Alá”, disse Mugooda, de acordo com Hire.

A polícia acusou Mugooda de ameaça de violência, disse uma fonte local.

“Agora vivemos com grande medo de ser atacados se meu irmão for libertado sob fiança”, disse Harriet. “Precisamos de oração.”

O ataque foi o mais recente de muitos casos de perseguição aos cristãos em Uganda que o Morning Star News documentou.

A constituição de Uganda e outras leis preveem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e converter de uma fé para outra.

Os muçulmanos representam não mais do que 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas áreas orientais do país.



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