‘Não tema homens’, disse ele

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O pastor Tim Stephens, que havia sido preso após realizar um culto ao ar livre no Canadá, foi libertado da prisão 17 dias depois, e agora está encorajando os cristãos a temerem a Deus, e não aos homens.

Stephens é pastor da  Igreja Batista Fairview, em Calgary, província de Alberta. Ele foi preso no dia 14 de junho em sua casa, na frente dos filhos e esposa, que assistiram a detenção aos prantos. A ação da Polícia ocorreu no dia seguinte ao culto ao ar livre.

Sua libertação aconteceu no dia 1º de julho, e o pastor afirmou ter usado o tempo na prisão para refletir: “Estivemos na prisão por 17 noites e 18 dias. E quando você fica lá por tanto tempo escrevendo, você tem muito em que pensar e quero compartilhar agora”, disse ele em um sermão.

No mesmo dia da soltura, o templo da Igreja Batista Fairview também foi liberado pelas autoridades para realização de cultos.

Às lágrimas, o pastor afirmou aos fiéis que estava “animado porque muitos de vocês foram fortalecidos e encorajados em sua fé”, e acrescentou que “a cada dia, Deus me sustentava e a cada dia eu ouvia falar de Seu trabalho entre vocês e no mundo”.

O sermão pregado por Stephens teve Mateus 10 como base. No texto, Jesus diz aos discípulos que eles enfrentariam perseguição: “Este texto fala sobre essa oposição que as pessoas enfrentam ao defender o Senhor Jesus Cristo”, resumiu.

“As últimas 17 noites que passei na prisão me deram oportunidades de declarar a glória de Cristo, por dentro e por fora. Nunca houve um momento na minha vida em que fui tão odiado pelas pessoas. Mas nunca houve um momento na minha vida em que eu me sentisse tão amado pelas pessoas ao mesmo tempo. Não tema os homens. Grite dos telhados que Jesus Cristo é o Rei dos reis”, pregou Stephens.

“Tema a Deus. Jesus disse que Deus é quem vai julgar e Deus é quem vai cuidar de vocês”, acrescentou o pastor, de acordo com informações do portal Christian Headlines.

Liberdade x pandemia

Antes de sua primeira prisão, em maio, o pastor publicou um artigo no site da congregação e reconheceu a covid-19 como uma “enfermidade séria”, mas ponderou que entre os membros da Igreja Batista Fairview não houve uma “única transmissão” do novo coronavírus.

Além disso, o pastor argumentou que “a cura não deve ser pior do que a doença”, apontando para problemas de saúde mental e casos de suicídio decorrentes do confinamento imposto por autoridades ao redor do mundo.

O Centro de Justiça para as Liberdades Constitucionais (JCCF), uma organização canadense de defesa legal, foi responsável pela defesa do pastor. O diretor da entidade, Jay Cameron, criticou o governo provincial de Alberta pela prisão de Stephens e dois outros líderes evangélicos.

“A perseguição do governo aos cristãos pelo ‘crime’ de se reunir pacificamente para a adoração não será, e não deve ser esquecida”, disse Cameron.

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