‘O evangelista é o melhor amigo do pastor’, diz missionário colombiano

“Queremos fazer conferências, cruzadas, mas o objetivo é acordar o corpo de Cristo e falar: Chegou a hora da América Latina, chegou a hora do Brasil!”. Com essa proposta, evangelistas ordenados pelo “Cristo para todas as Nações” (Christ For All Nations – CfaN) chegaram ao país, para uma série de eventos evangelísticos.

A equipe missionária é formada pelos americanos Paul Maurer, Brandon Butler e Michael Job e pelos colombianos Jhonatan Osorio e Carolina Alzate, formada pela Bethel School of Supernatural Ministry.

Os evangelistas Brandon Butler, Jhonatan Osorio, Michael Job, Carolina Alzate e Paul Maurer. (Foto: Reprodução / Instagram Michael Job)

De acordo com o grupo, que concedeu entrevista exclusiva ao Guiame, o foco da missão em solo brasileiro é o evangelismo.

“Queremos ver o corpo de Cristo ser despertado para que as pessoas cumpram o chamado delas, e sejam ativadas no evangelismo com poder”, explica Jhonatan. “Quando falo em poder, falo em sinais, milagres e maravilhas”.

Com agendas ao redor do mundo, os evangelistas têm atuado principalmente na África e na América Latina, ultimamente. Antes de estarem no Brasil, eles estiveram em missão em El Salvador, Colômbia e Ruanda.

“O que queremos fazer não é apenas reunir multidões para apenas ouvir o Evangelho. Nosso objetivo principal, quando falamos de cruzadas, é que as pessoas que recebam Jesus e sejam conectados e discipulados na igreja local”, detalha Jhonatan, que tem 23 anos.

Para que isso aconteça, o colombiano explica que o CfaN realiza treinamentos com as igrejas e líderes localmente com fundamentos do evangelismo para continuarem o trabalho e acolherem as pessoas que se entregam a Jesus em suas comunidades. Esses treinamentos duram em média 1 ano.

“A gente precisa ter certeza de que os novos crentes estão em uma igreja local. Só contamos que uma pessoa é salva quando tem um documento escrito por ela atestando que se converteu. Esse documento é entregue para a igreja local”, explica Jhonatan.

Essa ficha, preparada pelo ministério evangelístico, é distribuída para as pessoas nas cruzadas, que reúnem milhares de participantes. Por meio deste “documento”, recolhido posteriormente e entregue aos pastores das igrejas envolvidas no evento, é possível ter um certo controle de que essas pessoas estão de fato na igreja. E sendo acompanhadas.

Novos crentes preenchem fichas após conversão, na África. (Foto: Reprodução / Instagram Michael Job)

“Os pastores envolvidos também preenchem um formulário informando a localização igreja, e quantas pessoas comporta. Usamos um sistema tecnológico para isso”, diz.

‘Grande colheita’

O missionário conta que viu testemunhos na África de igrejas que tinham 50 pessoas e após a cruzada, no domingo seguinte, receberam cerca de 2 mil pessoas.

“Para mim, o ministério de cruzadas pode ser muito efetivo se o foco é o discipulado com os novos crentes. Por isso, é muito importante que a gente faça o trabalho com as igrejas locais. Assim nos tornamos um time”, diz.

O evangelista Michael Job em cruzada na África. (Foto: Reprodução / Instagram Michael Job)

“Nós pregamos o Evangelho e encaminhamos toda a colheita para a igreja local. É ela que vai cuidar dessas pessoas. Cumprimos nossa parte, agora o trabalho da igreja é discipular esses novos crentes”, esclarece.

Jhonatan diz que “o evangelista é o melhor amigo do pastor, porque trabalham juntos”.

“Muitas vezes os pastores perguntam, por que a igreja não está crescendo? A resposta é que precisam de evangelistas. E não só de evangelistas, mas de equipar a igreja para ser evangelista. É assim que terá uma verdadeira colheita”, acredita.

‘Treinamento’

Para Brandon, as pessoas na igreja precisam ser treinadas como evangelistas, e isso pode acontecer em um trabalho específico com essa intenção, por exemplo.

“É muito importante a realização de conferências dentro das igrejas especialmente para treinar pessoas no evangelismo. É isso que nosso time faz”, explica o missionário. “Não treinamos pessoas só para pregar a multidões, mas para compartilhar o Evangelho com uma pessoa do seu lado, o que se chama de evangelismo um a um”.

Jovens se entregam a Jesus após pregação evangelística de Carolina Alzate, na Igreja Vida Triunfante, em Bragança Paulista (SP). (Foto: Reprodução / Instagram Michael Job)

Brandon também conta o testemunho de uma igreja em Orlando (EUA), que começou a focar em evangelismo em 2021 e no terceiro mês já tinha aproximadamente 2 mil pessoas, deixando os cultos cheios.

“Isso é fruto de evangelismo. Os evangelistas iam aos locais ao redor, como em shoppings, no Walmart, nas ruas, e desse jeito a igreja em três meses cresceu. Pregando um a um. Eles treinaram em eventos e em imersões para evangelismo. Hoje ali todos são evangelistas”, diz.

Distrações

Sobre a juventude estar distraída com tantas tecnologias capazes de tirar o foco das Escrituras e das coisas espirituais, Jhonatan diz que a igreja precisa fazer cada vez mais uso dessas mesmas ferramentas para evangelizar.

“Muitos jovens gostam do celular, da tecnologia, o problema não é a tecnologia, o telefone, a televisão, o TikTok, mas qual é o seu enfoque. Quando os cristãos utilizarem o que antes distraiam para pregar o Evangelho, veremos a maior colheita do mundo”, acredita.

“Precisamos dessas mesmas ferramentas para pregar o Evangelho. Elas podem ser muito eficazes. Porém, nosso foco deve estar no eterno e não no passageiro”, diz.

Pensando na mesma linha, Michael Job diz que muitas pessoas ficam viciadas em mídias sociais. Mas se Jesus estiver em seu coração, a rede social será uma ferramenta para compartilhar sobre Ele.

“As mídias sociais são o dono da sua vida? Ou Jesus é? Quem está no controle do seu coração?”, questiona o evangelista.

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