O tempo não cura pecado – Site do Pastor

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O TEMPO NÃO CURA PECADO
Gênesis 42

Nosso Deus é perdoador – Lc 5.24

“O TEMPO NÃO CURA PECADO” foi o título escolhido para este sermão, pois ele visa desmontar a crença popular de que “o tempo cura tudo”.

Já havia se passado cerca de 20 anos desde que os irmãos de José o haviam traído e vendido como escravo para uma caravana que passava. Se fosse verdade que o tempo cura tudo, eles não iriam experimentar os amargos CONSTRANGIMENTOS que veremos a seguir:


1) O CONSTRANGIMENTO DE VER O SOFRIMENTO DO PAI

Quando Jacó soube que havia mantimentos à venda no Egito, enviou seus filhos para lá, exceto um.

“Mas Jacó não deixou que Benjamim, o irmão de José por parte de pai e de mãe, fosse com eles; ele tinha medo de que lhe acontecesse alguma desgraça.” (vs 1 a 4)

Vinte anos depois, Jacó ainda está em luto por seu filho José, que seus irmãos o fizeram acreditar ter sido morto por uma fera (Gn 37). Durante todo este tempo, eles esconderam a verdade e agiram com uma frieza e uma perversidade sem igual. Mas, por que nunca contaram a verdade? Medo, vergonha, maldade, falta de caráter, falta de Deus no coração? 

Talvez eles acreditavam que o tempo iria curar o coração de seu pai, mas não curou.

O medo dele de também perder Benjamin revela isso.

Agora, pensa no constrangimento, na vergonha, na angústia e, provavelmente, no remorso que eles experimentaram neste momento, ao ver a tristeza no rosto do pai. Que viagem triste seria esta até o Egito. Acredito que eles não tiveram nem forças para conversar sobre o assunto.

Tudo o que fazemos de mal sempre afeta alguém. Isso é constrangedor, e convém pedirmos perdão a estas pessoas, pois o tempo não cura o sofrimento causado pelo pecado.

2) O CONSTRANGIMENTO DA PROVA IMPOSTA POR JOSÉ

Quando seus irmãos estavam diante dele, José os acusou de espionagem e os ameaçou. (vs 5 a 9)

Eles ainda não sabiam que este poderoso homem à sua frente, Zanate-Panéia (Gn 41.45), era seu irmão José, que eles venderam como escravo. Espionagem era uma acusação muito grave no Egito, com terríveis consequências. Mas, por que José agiu assim, por que os humilhou e ameaçou?

Talvez para testar o caráter deles, talvez para ver se eles mudaram em alguma coisa desde a traição.

Muitas pessoas aprontam no casamento, no lar, na igreja, na empresa, na escola, com os amigos e conhecidos e, depois, supostamente arrependidos (ou na maior cara-de-pau), geralmente movidos por necessidades pessoais, voltam a procurar as pessoas que ofenderam e magoaram, mas não querem ser postos à prova. Querem voltar como se nada tivesse acontecido.

O tempo não cura a quebra de confiança provocada pelo pecado, não importa quanto tempo se passou.

Quem já aprontou precisa ser provado antes de qualquer posição, benefício ou vantagem que esteja querendo recuperar ou obter.

A verdade é bem simples: Quem se arrependeu, quem se converteu de verdade não tem medo de ser posto à prova.

3) O CONSTRANGIMENTO DA CULPA DO PECADO

Quando José manteve Simeão “preso” no Egito e mandou que eles levassem os alimentos ao seu pai, que estava em Canaã, e de lá só retornasse se Benjamin viesse com eles, para poderem comprar alimento de novo, se livrar da acusação de espionagem e libertar Simeão, foi como se uma bomba caísse em suas cabeças.

Como iriam explicar isso para Jacó? Como iriam convencê-lo a permitir que Benjamin voltasse com eles?

Imediatamente a lembrança e a culpa do pecado de traição contra José voltou ainda mais forte em suas consciências.

“Depois tragam aqui o seu irmão mais moço. Isso provará se vocês estão ou não dizendo a verdade; e, se estiverem, não serão mortos. Eles concordaram e disseram uns aos outros: —De fato, nós agora estamos sofrendo por causa daquilo que fizemos com o nosso irmão. Nós vimos a sua aflição quando pedia que tivéssemos pena dele, porém não nos importamos. Por isso agora é a nossa vez de ficarmos aflitos. E Rúben disse assim: —Eu bem que disse que não maltratassem o rapaz, mas vocês não quiseram me ouvir. Por isso agora estamos pagando pela morte dele.” (vs 20 a 22)

O tempo não cura a culpa do pecado, não quita as dívidas que deixamos lá atrás, não cura as feridas que provocamos nos outros, não restaura a dignidade das pessoas que difamamos, não apazigua as pessoas, nem traz de volta as vidas que tiramos ou arruinamos.

Não importa quanto anos tenham se passado, a culpa do pecado sempre volta.

CONCLUSÃO

O tempo não cura pecado. Não cura o sofrimento que o nosso pecado causa nos outros, não cura a quebra de confiança e não cura a culpa que carregamos em nossos corações.

Somente Deus, em Cristo Jesus, pode nos curar de tão grande desgraça, por isso devemos nos ajoelhar e, com o rosto em terra, sentir o horror do nosso pecado e pedir restauração para nós e para as pessoas que ferimos.

Sem nos esquecermos, é claro, de procurar estas pessoas e, sempre que possível e recomendável, reparar o dano e pedir-lhes perdão.

E você, a quanto tempo vem carregando o peso do seu pecado? A hora de resolver isso é agora, pois o amanhã não nos pertence.

 

Título: O tempo não cura pecado
Autor: Pr Ronaldo Alves Franco
Site do Pastor
Data: 29/01/2021

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Fonte: Site do Pastor

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