Oásis no deserto – Verbo da Vida

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por Janielle Medeiros (Recife-PE)
*Graduada da Escola de Ministros Rhema 

A sede é algo desconfortável: sensação de garganta seca, desconforto e dor de cabeça.  Ela é gerada a partir da necessidade de água no organismo gerada por estímulos internos sinalizados pelas células, a fim de, repor a água perdida pelo corpo através do suor, fezes, urina. Mas vamos combinar: não há nada melhor para matar a sede do que uma boa água, de preferência, gelada! Se não bebermos água, vamos desidratar.

A recompensa de beber água é a sensação de saciedade! Vale ressaltar que a água de boa qualidade, com sais minerais e alto pH é fundamental para sermos saudáveis. Água ocupa 70% da composição de nosso corpo e é fundamental para manutenção do metabolismo celular e prevenção de patologias. Então, bebam água minha gente! Até antes de sentir sede!

Pois bem, feita esta introdução, usarei o paralelo da sede com a busca insaciável do ser humano por paz, respostas, direções, felicidade, propósito, algo que traga saciedade ao espírito humano. O capítulo 4 do Evangelho traz um diálogo rico em detalhes e ensinamentos entre Jesus e a mulher samaritana. Jesus encontrou-se com a mulher num horário muito quente, à beira do poço de Jacó e começaram a conversar sobre sede, pois a mulher havia ido buscar água no poço com seu cântaro. Jesus foi estratégico e provocativo quanto a pediu água para iniciar uma aproximação.  Imagina o saciador, com sede! Em seguida, Ele a instiga a pedir-Lhe água, mas Ele se referia a uma água que a saciaria para sempre! Era mais ou menos como se a mulher tivesse andando por horas no deserto, sedenta, e ali, diante dela, estava o oásis! Ele estava justamente falando de saciar a sede do seu coração, não de uma sede fisiológica relatada no início do texto.

“Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede;
Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna”
(
João 4.13,14).

Para nos saciarmos espiritualmente, assim como ocorre naturalmente, precisamos identificar que estamos com sede e,  em seguida, beber o que de fato, nos sacia, a Palavra de Deus e desfrutar de Sua presença. O texto acima nos ensina algo tão precioso: Jesus estava falando que bebendo Dele mesmo, ela teria o suficiente para ela e para os outros, através de sua vida. Ela precisava beber da Fonte da vida, do próprio Jesus; beber Suas palavras, ouvi-Lo, meditar nelas  e deixar que Suas palavras caíssem no coração; relacionar-se com Ele. Jesus e Sua Palavra são um. Isso requer dedicação, tempo empregado, determinação e motivação correta, como em todo relacionamento; esse é o caminho.

“Não passar tempo com Deus é o maior erro que cometemos em nossa vida espiritual.” (Joyce Meyer)

Outro exemplo fantástico sobre isso, encontramos no capítulo 10 do livro de Lucas, quando a Fonte da Vida, Jesus, visitou as irmãs Marta e Maria: enquanto Maria “bebia” das palavras do Mestre, sua irmã Marta privou-se desse momento, por estar preocupada, com coisas lícitas, e deixou de separar tempo para estar com Ele e desfrutar de Sua presença. Motivação errada nos rouba o melhor da vida e Marta ainda culpou a sua irmã pela sua escolha errada! Não é à toa que Provérbios 4.23 nos orienta a guardar o nosso coração, pois nossa vida depende disso.

Voltando para a mulher samaritana, em um momento da conversa com Jesus, Ele destaca a sede espiritual dela e mostra que ela está tentando saciar-se erroneamente através de relacionamentos mal sucedidos:

“Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade” (João 4.16,18).

Ele foi tão cuidadoso com aquele mulher que tratou de mostrar-lhe que a sua bagagem emocional adquirida nesses relacionamentos, que acredito ter itens como: frustração, auto imagem negativa ou ainda culpa e autossabotagem, atrapalhavam a sua busca na adoração a Deus, então, essa mulher precisava deixar de se desgastar emocionalmente em relacionamentos sem perspectiva de futuro, pois, agora ela tinha a resposta que ela tanto procurou: o relacionamento da vida que iria trazer a paz tão desejada por toda eternidade. Ela tinha anseios em seu coração sobre adoração que só o Ele tinha respostas, e na hora, Ele fez questão de mostrar-lhe Sua identidade  e deixar-Lhe claro quem Ele era, o Messias, sinalizando que nEle ela seria preenchida em seu vazio e suprida em seus anseios.  

“A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo” (João 4.25,26).

Por fim, a mulher mostrou-se preocupada sobre o local de adoração. Ela falava de uma performance; Ele falava de uma adoração que envolvia o coração, a partir do qual, tem-se revelação de quem Deus é, permitindo um relacionamento com Ele;  nisto está a vida eterna (João 17.3).

O resultado desse encontro é que essa mulher saiu de lá saciada e correu em direção à cidade, deixando seu cântaro para trás (João 4.28), chegando lá, falou livremente de Jesus ao povo, convidando as pessoas a irem até Ele, e por conta da vida dela, muitos sedentos creram Nele e foram igualmente saciados (João 4.39). Não basta estar com sede, é preciso ser proativo na busca por Ele e fazer nossa parte para que a Palavra chegue ao nosso espírito. O saciar é com Ele! Acreditem: conheço alguém que coleciona várias versões da Bíblia, mas sua alma é confusa, seu olhar não tem o brilho desejado. É necessário molhar nossas emoções  na Palavra, deixando nossa alma livre de impedimentos (aqui vale ajuda profissional se achar necessário para auxiliar a tratar problemas na alma) para que a Palavra chegue ao nosso coração e, de fato, a fonte de água da vida jorre de dentro de nós.

“E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida” (Apocalipse 21.6).

 

Fonte:Verbo da Vida

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