Oito cristãos nigerianos são mortos depois que igreja foi atacada e incendiada

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Na última quarta-feira (19), criminosos atacaram cristãos no estado de Kaduna, Nigéria. Oito pessoas morreram, uma igreja e algumas casas foram incendiadas. Fontes locais dizem que o ataque faz parte da tentativa de “limpar” o país de seus cristãos.

Os homens estavam armados e os cristãos foram mortos a tiros. As vítimas foram identificadas como Bitrus Baba, Umaru Baba, Gideon Bitrus, Bawa Gajere, Samaila Gajere, Sambo Kasuwa, Samuila Kasuwa e Solomon Samaila.

De acordo com o comissário de Segurança Interna e Assuntos Internos de Kaduna, Samuel Aruwan, em um comunicado divulgado à mídia, o prédio da igreja demolido pertencia à denominação das Assembléias de Deus.

Campo de matança de cristãos

No relatório anual de 2021, da Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional, o comissário Gary Bauer chamou a Nigéria de  “campo de matança” de cristãos.

“Com muita frequência, essa violência é atribuída a meros ‘bandidos’ ou explicada como hostilidade entre fazendeiros e pastores”, disse Bauer no relatório. 

“Embora haja alguma verdade nessas afirmações, eles ignoram a verdade principal: os islâmicos radicais estão cometendo violência inspirada no que acreditam ser um imperativo religioso para ‘limpar’ a Nigéria de seus cristãos”, afirmou.

O grupo da sociedade civil com sede em Anambra, Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e Estado de Direito, estima que pelo menos 1.470 cristãos foram mortos nos primeiros quatro meses de 2021, na Nigéria. 

O grupo também estima que cerca de 2.200 pessoas foram sequestradas no país durante esse período. O estado de Kaduna registrou o maior número de mortes de cristãos — 300 de acordo com a organização. O estado também registrou o maior número de sequestros — 800, sendo que 600 eram cristãos indígenas. 

O Índice de Terrorismo Global  classificou a  Nigéria como o terceiro país mais afetado pelo terrorismo e relatou mais de 22 mil mortes por atos de terror de 2001 a 2019.

O relatório de 2021 da USCIRF advertiu que a Nigéria “se moverá implacavelmente em direção a um genocídio cristão” se nenhuma ação for tomada. O extremismo islâmico, particularmente no nordeste da Nigéria, causou milhares de mortes e milhões de desabrigados nos últimos anos. 

A Nigéria foi a primeira nação democrática a ser adicionada à lista do Departamento de Estado dos EUA de “países de preocupação particular”, segundo a Lei de Liberdade Religiosa Internacional, por se envolver em “violações sistemáticas toleradas, contínuas e flagrantes da liberdade religiosa”.



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