Otoni de Paula fornece senhas à PF e desafia Alexandre de Moraes

O pastor e deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) prestou depoimento à Polícia Federal na última segunda-feira sobre as manifestações do próximo dia 7 de setembro, e reiterou seu apoio ao movimento.

No dia 19 de agosto, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa e no gabinete do pastor, sob ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por supostamente organizar manifestações antidemocráticas.

Ontem, Otoni de Paula compareceu à Superintendência da PF e disse que não financiou nenhum grupo que está mobilizando cidadãos para protestarem contra o ministro ou em defesa da Constituição Federal e liberdade de expressão.

“Eles queriam saber se eu tenho algum envolvimento, se eu comprei botijão de gás, se aluguei ônibus, se financiei faixas… muito mais que a minha palavra eles podem investigar minha conta bancária”, disse o deputado Otoni de Paula à CNN, após o depoimento.

Durante o depoimento, o pastor enfatizou que não tem “qualquer relação pessoal ou profissional” com o cantor sertanejo e ex-deputado Sérgio Reis, ou com os líderes de movimentos como dos caminhoneiros, Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como “Zé Trovão”, e o presidente da Aprosoja, Antônio Galvan.

Outros que estão sendo alvos de questionamentos da PF, sob ordem de Moraes, são coronéis reformados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Pernambuco.

Otoni de Paula contou ainda que está sem seu notebook e telefone pessoal, apreendidos na operação do dia 19, e que forneceu suas senhas à PF para que os dispositivos sejam periciados.

Ao mesmo tempo, seus advogados estão preparando um recurso para que os dispositivos sejam devolvidos e suas contas nas redes sociais sejam desbloqueadas: “Estou desafiando o ministro Alexandre de Moraes e a subprocuradora Lindôra [Araújo] a provar qualquer fala, qualquer escrito e qualquer pronunciamento que eu tenha feito que tenha atentado contra a democracia. Só me prove isso que eu renuncio meu mandato”, concluiu o pastor.

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