Pastor dos EUA reconstrói igreja queimada por muçulmanos na Nigéria: “Cura e esperança”

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Cinco anos depois que muçulmanos fulani atacaram o vilarejo Agatu na Nigéria, matando moradores e incendiando a igreja metodista local, um pastor de Nova York (EUA) reconstruiu o templo para que os irmãos nigerianos pudessem se reunir novamente.

William Devlin, pastor de missões da Biblical Infinity Church no Bronx, contou com a ajuda do advogado internacional de Direitos Humanos do Grupo de Direito da Nigéria, Emmanuel Ogebe, para arrecadar fundos para reconstruir a Igreja Metodista de Agatu no país africano.

“Cura e esperança: essas são duas grandes palavras que vimos de uma forma muito prática”, relatou Devlin ao The Christian Post.

Em fevereiro de 2016, muçulmanos fulani queimaram a igreja local e mataram membros e centenas de moradores do vilarejo, e também destruíram mais de 70 casas. Naquele ano, a World Watch Monitor verificou que mais de 500 pessoas foram mortas e mais de 20 mil moradores da região de Agatu fugiram após a onda de ataques. 

Em outubro de 2020, o pastor William Devlin visitou o vilarejo Agatu e presenciou uma cena que o comoveu: nas ruínas da Igreja Metodista, cabras pastavam, enquanto a congregação cultuava embaixo de uma cobertura de grama improvisada, para protegê-los do sol.

“Eu olhei as ruínas da igreja e vi as cabras comendo grama, e eu pensei ‘o que é isso?’. E isso tocou meu coração. Nos últimos cinco anos, a igreja tem lutado para continuar”, relatou o pastor.

Naquela ocasião, Devlin fez uma promessa aos irmãos da Igreja de Agatu: “Este agora é um lugar para as cabras, mas Deus fará um lugar para as ovelhas. Pela fé e pela graça de Deus e com esperança no Senhor Jesus, a igreja estará completamente terminada em 25 de março, e então estaremos na igreja terminada no culto de domingo do Dia da Ressurreição”.


A Igreja Metodista de Agatu reabriu suas portas no domingo de Páscoa deste ano. (Foto: Arquivo pessoal).

O pastor William voltou aos EUA e arrecadou 30 mil dólares, valor necessário para construir um novo templo. Em poucos dias, metade do valor já tinha sido levantado.

Em dezembro do ano passado, a construção do novo templo da Igreja Metodista de Agatu começou com o auxílio de artesãos locais. A obra começou a chamar atenção da comunidade e muitas pessoas se converteram e passaram a congregar.

Como prometido pelo pastor, no culto de Domingo de Páscoa, a congregação já estava dentro da nova igreja, celebrando a ressurreição de Cristo. O novo templo, com telhado de metal azul e paredes amarelas, ficou lotado com cerca de 500 pessoas na celebração que durou mais de cinco horas.

“As pessoas ficaram muito encorajadas e cheias de esperança de que sua igreja foi concluída”, lembrou William. “Eu disse à congregação: ‘Não sou nem metodista, mas vi suas lágrimas. E Apocalipse 21 diz que Deus enxugará todas as lágrimas quando nos encontrarmos com Ele’. Eu disse: ‘Queria seguir o exemplo de Deus, por isso vim para Agatu para enxugar as lágrimas que você derramou pelas pessoas que foram mortas, pelas casas que foram destruídas e pela sua igreja que foi destruída'”.

 



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