pesquisa comprova que pastores continua contra legalização

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A maioria dos pastores acredita fortemente que a maconha deve permanecer ilegal, mesmo com um número crescente de locais legalizando o uso médico e recreativo e mudanças na percepção do público em relação à droga oriunda de erva. A descoberta ocorreu em um novo estudo com mais de mil pastores.

O estudo divulgado na terça-feira pelo instituto Lifeway Research, de Nashville, no Tennessee (EUA), descobriu que menos de um em cada cinco pastores (18%) dizem que a maconha deve ser legalizada no país para “qualquer propósito”.

Cerca de 76% dos pastores discordaram da ideia de legalizar a maconha para qualquer propósito, incluindo 59% que discordam de qualquer forma. Apenas 6% disseram não ter certeza, apontou o relatório do estudo.

“Existem tantas opiniões sobre a maconha quanto as maneiras de consumi-la”, disse Scott McConnell, diretor executivo do instituto responsável pela pesquisa. “Quando questionados sobre a legalização de todos esses usos, a maioria dos pastores se opõe fortemente”, acrescentou ele.

De acordo com informações do portal The Christian Post, o estudo entrevistou 1.007 pastores protestantes entre os dias 02 de setembro a 1° de outubro de 2020. Os resultados mostram que os pastores de igrejas tradicionais (43%) são mais propensos a acreditar que a maconha deve ser legalizada para qualquer propósito do que os pastores evangélicos (10%).

Pastores metodistas (37%) e presbiterianos reformados (35%) são mais propensos a apoiar a legalização do que pastores de movimento restauracionistas (21%), luteranos (15%), pentecostais (10%) e batistas (7%).

78% dos pastores entrevistados concordam que fumar maconha é “moralmente errado”, enquanto 17% discordam e 5% dizem que não têm certeza. No geral, os pastores evangélicos têm quase duas vezes mais probabilidade do que os pastores tradicionais de ver o uso do entorpecentes como algo moralmente errado (89% a 47%).

A opinião pública sobre a legalização da maconha mudou rapidamente ao longo dos anos nos Estados Unidos. Uma pesquisa Gallup recente descobriu que 68% dos americanos apoiavam a legalização da maconha, um recorde.

Além disso, um relatório de outro instituto de pesquisa, o Pew Research Center, descobriu que a maioria dos cristãos apoia a legalização da maconha, com 53% dos católicos e 60% dos protestantes – incluindo pouco mais de 50% dos evangélicos – dizendo que são favoráveis à legalização.

Pastor maconheiro

Um pastor que vende maconha para cristãos e incentiva seu uso afirmou que a erva não deve ser um problema se for usada por adultos responsáveis. Ele acredita que a maconha deve ser tratada da mesma forma que o álcool.

“No terceiro dia, Deus criou as plantas antes de nos criar. Isso foi criado antes de nós para nós. Sim, pode ser abusado. Sim, pode ser interpretado de forma errada. Eu acho que uma criança deveria usar isso? Não. Têm havido muitos estudos sobre isso, sobre a mente subdesenvolvida. Estou falando de adultos responsáveis legalmente”, disse Craig Cross.

Outro pastor, Russell Moore, presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul, disse recentemente que se opõe ao uso de maconha: “A maioria dos jovens evangélicos que conheço procuram ministrar a amigos que foram prejudicados pela cultura da maconha”, disse ele ao The Wall Street Journal. “Isso não é teórico para eles”, enfatizou.

Atualmente, a maconha recreativa é permitida para adultos em 17 estados e na capital Washington, Distrito de Columbia, enquanto a maconha medicinal é permitida em 36 estados.

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