Porque eu Creio no Nascimento Virginal de Jesus

Share on facebook
Share on twitter
Share on email
Share on whatsapp
Share on linkedin

Um Estudo Sobre Romanos 1:3b e Lucas 1:26-35

Introdução:
vimos que Paulo proclamou Jesus Cristo como o Filho de Deus. Ele é a verdadeira
divindade, co-igual e co-eterno com o pai. É claro que o próprio Cristo e os
escritores do Novo Testamento afirmaram que Jesus Cristo era Deus.

Veremos agora a última parte de Romanos 1:3, concentrando
nossa atenção nas palavras “acerca
de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne”.
Este
versículo afirma que Jesus Cristo também foi um homem. Ele é Deus e homem –
humanidade perfeita e divindade intacta unida em uma pessoa para sempre. Ele é
único em todo o universo!

Você pode perguntar: “Como pode Deus tornar-se homem?
Como pode o infinito tornar-se finito? Como pode o eterno ser limitado ao
tempo?” Examinaremos essas e outras questões ao estudarmos as implicações
do nascimento virginal sobrenatural de Jesus Cristo.

Primeiro, é importante reconhecer que muitas pessoas hoje
rejeitam a noção de um nascimento virginal milagroso. Existem muitas razões,
entretanto, pelas quais um milagre tão maravilhoso é completamente razoável e
verossímil. Não é preciso ser um tolo ou um incompetente exegético, nem cometer
suicídio intelectual para acreditar no nascimento virginal. Baseia-se na realidade
sólida do fato histórico e é muito lógico quando visto de um contexto cristão.

O nascimento virginal foi um ensinamento essencial ao longo
da história da Igreja. Um dos primeiros credos que temos é o Credo dos
Apóstolos, que afirma:

“Eu creio … em
Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo Espírito
Santo, nascido da virgem Maria”

A Bíblia Ensina o
Nascimento Virginal

– Lucas 1:26-35
afirma claramente que Jesus deveria nascer da virgem Maria.
A palavra grega
parthenos usada aqui significa
“uma mulher que nunca conheceu um homem sexualmente”. A palavra usada
em Isaías 7:14 é almah, que pode ser
traduzida como “donzela” ou “virgem”. Mateus 1:18-25 também
deixa claro que o Espírito Santo concebeu Jesus no ventre virgem de Maria. A
razão humana diz que esta concepção do Espírito Santo é uma impossibilidade
biológica, mas tal razão falha em explicar o sobrenatural e o poder de Deus. O
nascido seria uma coisa sagrada (Lucas 1:35) – sem pecado.

– A Bíblia ensina o
nascimento virginal.
É compreensível que uma pessoa negue o nascimento
virginal de Jesus, mas alegar que a Bíblia não ensina o nascimento virginal é
pura tolice. Porque a Bíblia ensina o nascimento virginal, eu creio. É a
verdade revelada de Deus.

A Pessoa de Cristo

– Desde toda a
eternidade, Cristo é Deus.
Ele é um ser sobrenatural. Não é incrível
acreditar que um ser sobrenatural veio ao mundo de uma maneira sobrenatural. A
divindade de Cristo espera e exige o nascimento virginal.

A Possibilidade de
Milagres Existe

– Aceitar o
nascimento virginal significa que se deve aceitar o conceito de um milagre.

A crença na possibilidade de milagres reside na visão que alguém tem de Deus e
do mundo.

Durante a década de 1920, a Igreja na América experimentou
uma terrível cisão na controvérsia liberal-fundamentalista. O liberalismo se
infiltrou em todas as denominações importantes. Os fundamentalistas, que
acreditavam em uma Bíblia inspirada e infalível, tentaram repelir os liberais.
Eles centraram seus argumentos em torno de cinco pontos de doutrina, cinco
“fundamentos” essenciais para a preservação do cristianismo bíblico e
histórico. Esses pontos eram:

  1. Uma Bíblia inerrante;
  2. O nascimento virginal;
  3. A divindade de Cristo;
  4. A expiação substitutiva; e
  5. A ressurreição física e a segunda vinda física de Cristo.

– O nascimento
virginal, então como agora, era uma questão chave
– pois se Cristo não
nasceu de uma virgem, então ele não é Deus, e se ele não é Deus, então ele não
poderia conceder aos homens a vida eterna. Além disso, negar o nascimento
virginal é negar o sobrenatural e, se alguém negar esse milagre, pode negar a
todos.

– Nenhum cristão é
contra a ciência, pois os verdadeiros fatos da ciência e da Bíblia nunca
entrarão em conflito.
No entanto, quando um cientista deixa o reino dos
fatos verdadeiros e começa a especular sobre o significado de certos dados, é
aí que o cristão pode questionar. Existem muitos cientistas excelentes que são
cristãos. No entanto, a ciência ateísta afirma que o mundo está operando de
acordo com certas leis fixas ou regulares da natureza. Isso é chamado de
“uniformitarismo”, a crença de que todas as coisas existem como
sempre existiram e que todos os fenômenos físicos continuam de acordo com leis
naturais invioláveis. Eles rejeitam o sobrenatural, aderindo fielmente a um
sistema fechado sem possibilidade de milagres.

– O cristão acredita
que Deus é o Criador e Sustentador deste universo, e que ele é soberano sobre
sua criação.
Aquele que criou as leis aparentemente fixas da natureza pode
intervir em sua criação quando e como quiser – mesmo que tal intervenção pareça
“violar” as “leis” da natureza. O reconhecimento de Deus
admite a possibilidade de milagres.

– A ciência não está
em posição de julgar um milagre.
Ela lida com as leis regulares e normais
da natureza, como a gravidade. O conhecimento científico avança por meio da
observação e do experimento, trabalhando com dados fornecidos pelos cinco
sentidos físicos. Mas um milagre envolve o reino espiritual, não o físico, e
não pode ser tratado em bases científicas.

– Um milagre não pode
estar em conformidade com nenhuma lei conhecida, ou não seria um milagre.
O
cristão que defende um milagre não é contra a regularidade da natureza como um
princípio geral, mas é contra a regularidade necessária da natureza em todos os
casos. Deus pode mudar ou suspender a lei natural se quiser. Todas as leis são
leis de Deus e ele é livre para mudá-las a qualquer momento.

– A questão então é
Deus.
Se Deus existe, então existe a possibilidade de milagres. O
nascimento virginal é apenas um das centenas de milagres que Deus fez!

Profecia Cumprida

– Em Isaías 7:14, que foi escrito em 700 a.C., o profeta predisse
o nascimento virginal, e aconteceu exatamente como previsto (Mateus 1:22-23).
Os liberais que negaram o nascimento virginal tentaram mudar a data da escrita
de Isaías para torná-la um pouco antes da época de Cristo. Essa teoria foi
totalmente refutada pela descoberta dos Manuscritos do Mar Morto. Esses rolos
foram escritos pelo menos duzentos anos antes de Cristo.

– Mais de trezentas profecias sobre a primeira vinda de
Cristo foram literalmente cumpridas; a possibilidade matemática de serem
cumpridos em uma pessoa por puro acaso ou acidente é 1 em 841097 – isso é 84
com 97 zeros depois disso!

Um Sinal Sobrenatural

– O nascimento
virginal era para ser um sinal para Israel e para o mundo que Jesus Cristo era
o Deus-homem.
“Portanto o próprio
Senhor vos dará um sinal; eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho,
e porá o seu nome Emanuel”
(Isaías 7:14). Os judeus exigem sinais para crer
(1 Coríntios 1:22), e um sinal deve ser extraordinário para ter muito impacto.
O que é mais extraordinário do que um nascimento virginal?

Cristo Não Tinha
Pecado

– Muitos teólogos acreditam que a parte imaterial do homem
(a alma, a natureza pecaminosa, etc.) é transmitida através da geração natural.
Se alguém adotar essa perspectiva, então cada pessoa nascida neste mundo
recebeu uma natureza pecaminosa de Adão por meio de seus pais. Se Cristo
tivesse um nascimento normal, ele teria herdado uma natureza pecaminosa como
todas as outras crianças nascidas no mundo. Nesta visão, o nascimento virginal
de Cristo impediu sua herança de uma natureza pecaminosa.

– Embora esta não seja a única (ou mesmo a melhor)
explicação de como a natureza pecaminosa é herdada, o fato de que Jesus
realmente não tinha pecado desde o momento de seu nascimento indica que seu
nascimento e sua pessoa eram absolutamente sobrenaturais. Por qualquer meio que
o pecado seja comunicado de Adão para sua posteridade (geração natural,
imputação direta, etc.), o fato de que esse pecado não infectou Jesus demonstra
seu nascimento sobrenatural.

A Maldição da Linhagem
Real Foi Removida

– Quando Davi era rei de Israel, Deus prometeu que sua
semente e seu reino seriam estabelecidos para sempre:

12 Quando
teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei
levantar depois de ti um dentre a tua descendência, que sair das tuas
entranhas, e estabelecerei o seu reino. 13 Este edificará uma casa ao
meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. 14 Eu lhe
serei pai, e ele me será filho. E, se vier a transgredir, castigá-lo-ei com
vara de homens, e com açoites de filhos de homens;… 16 A tua casa, porém, e o teu reino serão firmados para sempre
diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre”
(2 Samuel 7:12-14,16).

Mais tarde, Isaías profetizou que esta semente seria o
Messias:

“Porque um menino
nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o
seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da
Paz. Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e
no seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e em justiça, desde
agora e para sempre; o zelo do Senhor dos exércitos fará isso”
(Isaías
9:6-7).

– Aquele qualificado
para ocupar o trono de Davi teria que ser uma pessoa que tivesse o sangue e o
direito real de ser rei.
Ele tinha que ser capaz de traçar sua linhagem
através de seus pais (ancestrais masculinos) diretamente a Davi. A genealogia
de Jesus, especialmente conforme descrito em Mateus 1:1-17, torna clara a
reivindicação de Jesus ao trono de Davi. Houve muitos governantes em potencial
antes de Jesus que poderiam ter reinado no trono de Israel, mas eles não
puderam reinar porque a nação estava em cativeiro por causa de seu pecado. José
estava na linha real, um desses governantes em potencial.

– Jeoiaquim (às vezes chamado de Jeconias) era um
rei na linhagem real de Davi. Por causa do pecado de Jeoiaquim, Deus lançou uma
maldição sobre ele e seus filhos, declarando que nenhum de seus descendentes
jamais se sentaria no trono de Davi (Jeremias 36:30-31).

– Como o problema
pode ser resolvido?
Uma maneira pela qual os teólogos responderam à
pergunta é argumentando que a maldição sobre a linhagem real não se aplicava a
Jesus porque ele era o filho adotivo de José, e não o filho natural de José.
Visto que a maldição se aplicava à linhagem natural de Jeoiaquim, ela não
afetou Jesus, que não era o filho natural de José. Ao se casar com Maria e ter
o Jesus não nascido sob seus cuidados protetores, José se tornou o pai legal de
Jesus, permitindo assim que Cristo reivindicasse o trono de Davi. Cristo se
tornou o Messias legal, o Messias real, o Messias não amaldiçoado e o
verdadeiro Messias.

Conclusão

O Cristianismo não é adorar o bebê, nascido de uma virgem,
mas o Deus-homem que veio para ser o sacrifício perfeito pelos pecados dos
homens. Se você crer que Cristo é o seu Senhor e Salvador pessoal, você
compreenderá que Cristo morreu por você. Então você receberá a vida eterna, a
justiça de Cristo e o perdão dos pecados.

Fonte: Esboçosermão

ÚLTIMOS POSTS