Pregação curta é ‘sopa rala e sem nutrientes’, alerta pastor; Confira

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A preocupação com desvios teológicos cada vez mais comuns e explícitos no meio evangélico, servindo a diferentes propósitos estranhos à Bíblia Sagrada, levou o pastor Renato Vargens a compartilhar um alerta sobre a pregação cada vez mais curta durante os cultos.

Vargens, que é líder da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ), defende o método expositivo de pregação, pois dessa forma a leitura da passagem bíblica em questão é que direciona a mensagem e obriga o pregador a se guiar por ela.

Para ele, um sermão curto é um sinal preocupante que indica prioridades equivocadas: “Se o pastor sua igreja gasta mais tempo com música e oferta do que com a pregação da Palavra, penso que está na hora de você rever sua permanência nessa igreja. Uma igreja bíblica é uma igreja centrada na Palavra e não na música ou dinheiro”, escreveu Vargens.

O líder evangélico calvinista afirmou que, diferentemente do que se possa imaginar, esse tipo de relaxamento em relação à Palavra não é recente: “Já no século XIX [Charles] Spurgeon denunciava os sermões curtos”, contextualizou.

“O príncipe dos pregadores costumava dizer: ‘A apatia está em toda parte, ninguém se preocupa se o que está sendo pregado é verdadeiro ou falso, um sermão é um sermão, não importa o assunto, quanto mais curto melhor, dizem os adeptos do evangelho raso e desprovido de nutrientes’. Pois é, nada mudou, aliás, piorou, visto que os pastores além de fracos, pregam palha, com pequenos sermões de 25 minutos, onde uma sopa rala e sem nutrientes é oferecida ao povo de Deus”, protestou o pastor.

Ao final, Renato Vargens lembrou que o movimento iniciado por Martinho Lutero contra o catolicismo em 1517 tinha como um de seus principais motivos o incentivo à leitura da Bíblia Sagrada e a busca por compreende-la, não reinterpretá-la: “A Reforma Protestante resgatou o conceito de livre exame das Escrituras e não a livre interpretação. Portanto, ao ler um texto bíblico, pare de usar as expressões ‘eu acho’ ou ‘sinto que é assim’, antes pelo contrário, leia o texto do jeito correto, deixando de lado seus achismos equivocados”, concluiu.

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