Pregadora cobra que igrejas denunciem o racismo como pecado

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O vídeo de uma pregação contra o racismo vem sendo compartilhado nas redes sociais por conta de uma cobrança de posicionamento por parte das igrejas feito pela pregadora.

A existência do racismo é inegável, embora diferentes países sofram com essa malignidade de maneira e intensidades diferentes. No Brasil, por conta da miscigenação, a situação é menos intensa do que nos Estados Unidos, onde além de minoria, a população negra geralmente fica restrita à própria comunidade.

O ponto de partida é o caso do menino Miguel, filho de uma empregada doméstica que morreu após cair do nono andar de um prédio enquanto deveria estar sendo cuidado pela primeira-dama de Tamandaré (PE), Sarí Corte Real.

A pregadora, Kátia, é mãe do ativista Wesley Teixeira, que também é colunista do jornal Folha de S. Paulo. A mensagem, em tom de desabafo pela tragédia envolvendo o menino Miguel, cobra que pastores abordem o “pecado do racismo” em suas pregações.

“Que país é esse em que os crentes não denunciam o racismo?”, questionou. “Ficam dentro de suas igrejas cantando ‘santo, santo’, e aqui na Terra, cadê o reino de Deus e a Sua justiça? É hora da igreja abrir a boca, é hora da igreja clamar porque as empregadas estão dentro da sua igreja, pastor”, cobrou.

Um fato da composição do segmento evangélico foi destacado pela pregadora: “As empregadas [domésticas] estão dentro da igreja pentecostal, que tem as mulheres negras, pobres, faveladas. Essas mulheres que sofrem. Eu chorei com aquela mãe, porque poderia ser meu filho”, completou Kátia, referindo-se a Mirtes Renata de Souza, mãe do menino Miguel.

O filho da pregadora usou o Twitter para compartilhar um trecho da pregação: “Compartilho com vocês um trecho de uma pregação da minha mãe, pastora Kátia, do morro do sapo, aqui em Caxias, sobre o caso do menino Miguel, passou da hora das igrejas se posicionarem contra o pecado do racismo. Queremos #justicapormiguel”.



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