Sindicato quer processar Patricia Abravanel por reunir equipe para orar

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A apresentadora Patricia Abravanel, que comanda o programa Vem Pra Cá, no SBT, reuniu sua equipe de trabalho para um momento de oração no estúdio. A reunião contou ainda com participação de três membros de uma igreja evangélica, convidados pela filha de Silvio Santos.

Ao final do programa da última sexta-feira, 30 de abril, Patricia Abravanel, convidou todos os integrantes da equipe responsável pela produção da atração para participarem de uma reunião de oração.

De acordo com informações do jornalista Mauricio Stycer, “três membros de uma igreja evangélica que ela frequenta foram convidados a falar e orar com a equipe do programa”.

Um dos funcionários que relatou detalhes da reunião para o colunista do Uol, “ninguém foi obrigado a descer para o estúdio” e a apresentadora deixou claro que sua intenção era oferecer “um carinho” para a equipe, “uma simples oração”, como forma de encoraja-los a enfrentar as dificuldades impostas pela pandemia.

Relatos feitos por outros funcionários indicam que os membros da igreja evangélica que foram convidados por Patricia Abravanel teriam pedido aos membros da equipe que, se alguém estivesse enfermo, fossem à frente “para que pudessem ser purificados”.

“Três funcionários com problemas de saúde se apresentaram e foram alvos da invocação divina feita em pleno cenário do programa”, descreveu o portal TV Pop, que em seguida acusou o SBT de dispensar os três, versão negada pela empresa, que alega que já estava programada a demissão de um desses funcionários ao final de abril devido a uma necessidade de reestruturação da equipe.

O sindicato dos jornalistas profissionais no estado de São Paulo criticou a iniciativa de Patrícia Abravanel, mulher do ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD-RN): “Relações de trabalho não envolvem religião. As pessoas têm direito à liberdade religiosa e não podem ser constrangidas por crenças vinculadas ao empregador”.

Já o sindicato dos radialistas no estado de São Paulo afirmou que pretende levar o caso adiante: “Vivemos em um país laico. A empresa deveria cuidar mais das pessoas que estão se infectando pelo novo coronavírus, inclusive com mortes de trabalhadores em São Paulo e no Rio de Janeiro […] Vamos levantar junto aos trabalhadores e ver se cabe alguma denúncia ao Ministério Público ou órgãos sanitários”, “declarou o diretor coordenador Sérgio Ipoldo.

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