“Vou continuar a lutar de forma cristã”, diz jornalista presa na China em greve de fome

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A jornalista cristã Zhang Zhan, presa na China por reportar o surto de Covid-19 no país comunista, está com sua saúde debilitada, após protestar por meio de uma greve de fome. 

A Christian Solidarity Worldwide (CSW), uma organização cristã que trabalha pela liberdade religiosa no mundo, está pedindo a libertação imediata de Zhang para que ela possa receber os cuidados médicos necessários.

De acordo com a organização, a jornalista está há sete meses em prisão preventiva, onde foi alimentada à força por oficiais, ao fazer greve de fome. Ela também foi acorrentada e teve as mãos amarradas durante 24 horas por mais de três meses. 

Na última reunião com seu advogado em janeiro deste ano, Zhang informou que continuava fazendo uma greve de fome parcial, como maneira de protesto. “Vou continuar a lutar de forma cristã, mesmo que custe a minha vida. Vou fazer que eles [as autoridades chinesas] se arrependam, e eu continuarei a orar para que o grande amor de Deus me guie”, disse. 

Em 2 de agosto, os pais de Zhang Zhan foram informados pelas autoridades penitenciárias de que a jornalista foi hospitalizada no final de julho e está gravemente doente, devido a uma desnutrição.

O presidente da CSW, Mervyn Thomas, denunciou que a deterioração da saúde da cristã era “alarmante”, a ponto dela precisar usar uma cadeira de rodas.

“Pedimos urgentemente às autoridades chinesas que libertem Zhang Zhan em liberdade condicional o mais rápido possível e garanta que ela receba atendimento médico imediato e adequado”, solicitou Thomas.

“Pedimos ainda às autoridades que garantam que sua família tenha permissão para se encontrar com ela diretamente e receba informações precisas e oportunas de profissionais médicos sobre sua condição e status”.

Zhang está entre os vários jornalistas que foram detidos pelo governo chinês por noticiar os primeiros estágios do surto de Covid-19, em Wuhan, em maio de 2020. A profissional foi condenada a quatro anos de prisão por “provocar brigas e provocar problemas” em um julgamento a portas fechadas em dezembro do ano passado.

“A Sra. Zhang foi ilegalmente presa por exercer seus direitos fundamentais à liberdade de expressão”, protestou Mervyn Thomas. 

 



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