‘Zombar de Jesus virou liberdade de expressão’, diz pastor

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A cristofobia não é mais um tema restrito a missionários ou imprensa cristã internacional, e agora a perseguição a cristãos em seus diversos aspectos se tornou assunto de debate nas mais diversas tribunas.

O reverendo Hernandes Dias Lopes falou sobre a questão durante uma entrevista concedida recentemente ao programa Sala de Prosa, apresentado pelo reverendo Jeremias Pereira da Silva, pastor da Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte (MG).

Silva abordou o assunto apontando um aumento da hostilidade a cristãos no Brasil: “Parece que o ambiente do Brasil está assim. Não pode falar mal de negros, mulheres, outras religiões, mas os cristãos podem malhar, descem a lenha. A pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo pode ser xingada, humilhada, desprezada”, desabafou o pastor, apontando as características da cristofobia no país.

Hernandes Dias Lopes concordou: “Eu penso que isso não é por ignorância do não saber, as pessoas sabem. As pessoas que fazem isso, fazem de forma deliberada, consciente e intencionalmente. Primeiro, para escarnecer do nosso Glorioso Redentor. Segundo, para tirar uma casquinha dos cristãos”, avaliou.

Em seguida, lembrou do caso do transexual Viviany Beleboni, que desfilou simulando uma crucificação na Parada Gay, em 2015, além da edição do Especial de Natal do Porta dos Fundos na Netflix que retratou Jesus como um homossexual. “Você pode falar o que você quiser de Jesus, zombar, escarnecer, xingar, chutar, falar que ele foi gay, que foi louco, que teve casos com outras mulheres. Para esse tipo de pessoas, é liberdade de expressão”, acrescentou.

O pastor Hernandes resgatou também o caso da rede de supermercados Hirota Food, que foi alvo de ação de censura por parte do Ministério Público em 2017 por distribuir uma cartilha a seus clientes com uma mensagem de defesa do casamento segundo a Bíblia, e reprovação ao aborto.

O autor da mensagem era o próprio Hernandes Dias Lopes, que destacou que “o casamento só pode ser uma união entre um homem e uma mulher” e que “o casamento homoafetivo está na contramão do propósito divino e não pode cumprir o seu propósito”, que envolve a reprodução humana.

“Mesmo quando nós discordamos de uma determinada prática, discordamos com honra, com ética”, apontou Hernandes. “Agora, você pegar a pessoa de Jesus Cristo, que é uma figura histórica, não apenas para o cristão, mas para a história da humanidade […] Hoje as pessoas querem fazer uma caricatura de Jesus”, lamentou. “Esse Jesus que representaram parece mais com o diabo, e não com o Jesus apresentado pela história e que a Bíblia revela”.

Por fim, o pastor afirmou que Jesus não precisa de defesa, pois esse tipo de ofensa “não abala o trono de Deus e não abala os cristãos verdadeiros”: “É igual massa de pão, quanto mais bate, mais a Igreja cresce. Foi assim no passado, a ponto de um pai da Igreja dizer que o sangue dos mártires tornou-se adubo para a sementeira do Evangelho. Não se destrói a igreja do Deus vivo. Então aqueles críticos, aqueles que têm a caneta na mão para decidir e permitem que se escarneça dos cristãos, saibam disso: vocês estão promovendo a Igreja de Deus, porque a Igreja de Deus é irresistível”, declarou.

“A Bíblia diz que de Deus não se zomba, porque o que o homem semear, isso também ceifará. A história pode ser nossa pedagoga ou ser nossa coveira. As pessoas que zombam de Deus, blasfemam contra Ele e não se arrependem, vão colher os frutos amargos dessa semeadura insensata”, alertou, apontando que a cristofobia pode ter um resultado diferente do que esperam os perseguidores.



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